O LOUVOR É TRANSCEDENTE

domingo, 23 de junho de 2013

IMPLANTAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

A Assembléia de Deus, nasceu em 1911, em Belém do Pará. Fundada por dois suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren,  missionários suecos, dando inicio também a implantação do pentecostalismo no Brasil, expandindo-se intensamente em curto período (1911-1946) passando ser amaior igreja evangélica do Brasil.
Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará,  não se poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista - ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911, foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos. 
O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembleia de Deus.
Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.


          


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A IMPLANTAÇÃO DA IGREJA BATISTA NO BRASIL

A Convenção Batista Brasileira é o mais antigo grupo Batista no Brasil. Acredita-se que o primeiro missionário Batista no Brasil foi Thomas Jefferson Bowen, que serviu na Convenção Batista do Sudeste de 1859 a 1861. Com um grupo de americanos refugiados da Guerra da Secessão fundou uma comunidade em Santa Barbara d'Oeste, em São Paulo, e organizou a primeira Igreja Batista em solo brasileiro, em 1871. A Primeira Igreja Batista em Salvador foi organizada em 1882, e vinte e cinco anos depois foi fundada a Convenção Batista Brasileira, em Salvador, Bahia. Até 2010, a Convenção tinha cerca de 1.360.000 membros distribuídos em mais de 7.800 Igrejas.6


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sábado, 22 de junho de 2013

A IMPLANTAÇÃO DO CALVINISMO NO BRASIL

A implantação do calvinismo no Brasil ocorreu em meados do XVI, com a chegada, da esquadra francesa que tentaram se estabelecer na Baía da Guanabara a chamada França Antártica, o chefe da expedição, o vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon, buscando elevar o nível moral e espiritual da comunidade, escreveu ao próprio Calvino solicitando-lhe o envio de colonos reformados. Calvino e a Igreja Reformada de Genebra atenderam prontamente o pedido, enviando vários correligionários sob a liderança de dois pastores, que chegaram ao Rio de Janeiro no início de 1557. Pouco depois, surgiram desavenças entre Villegaignon e os calvinistas, que resultaram na expulsão deste últimos da pequena ilha em que a colônia fora instalada. Isso os colocou em contato com os tupinambás, a quem tentaram evangelizar.
Eventualmente, o pequeno grupo regressou para a França, estando entre eles o sapateiro Jean de Léry, que veio a tornar-se um pastor e escreveu o célebre livro História de uma Viagem à Terra do Brasil, publicado em 1578. Quando o navio ameaçou naufragar, cinco reformados ofereceram-se para retornar ao continente, sendo imediatamente presos por ordem de Villegaignon. Obrigados a responder a uma série de perguntas teológicas, eles produziram a notável Confissão de Fé da Guanabara, com base na qual três deles foram executados. Dos demais, um foi poupado por ser o único alfaiate da colônia e o outro conseguiu fugir, sendo mais tarde preso e enforcado. Essa experiência, embora efêmera e fracassada, passou à história como o primeiro esforço missionário feito por protestantes no sentido de evangelizar povos pagãos. 
No século seguinte, houve nova presença reformada Brasil, dessa vez de modo muito mais marcante, quando os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais ocuparam o nordeste durante 24 anos (1630-54). A igreja reformada do Brasil holandês chegou a ter mais de vinte comunidades, dois presbitérios e um sínodo, sendo em tudo uma igreja presbiteriana, exceto no nome. Além de dar assistência religiosa aos colonos europeus, a igreja realizou uma importante obra missionária e beneficente junto aos silvícolas. Um aspecto muito significativo desse experimento foi o fato de que, especialmente durante a administração do príncipe João Maurício de Nassau-Siegen (1637-44), os holandeses concederam aos residentes católicos e judeus da colônia uma medida de liberdade religiosa até então inédita na América Latina.
Com a expulsão dos holandeses, não houve qualquer presença expressiva de protestantes no cenário brasileiro durante um século e meio. Foi somente no início do século XIX, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, que o protestantismo começou a implantar-se definitivamente no país. O célebre Tratado de Comércio e Navegação, firmado entre Portugal e a Inglaterra em 1810, pela primeira vez tornou possível o exercício legal do culto evangélico no Brasil, com algumas restrições. Poucos anos mais tarde, com a independência e a necessidade de atrair imigrantes europeus, aumentou consideravelmente o ingresso de protestantes filiados a diferentes confissões.
Dentre os primeiros imigrantes protestantes a se fixarem no Brasil em números expressivos, dois grupos se destacam: os anglicanos, a partir de 1808, e os luteranos, a partir de 1824. Todavia, desde o início também começaram a chegar reformados de diferentes nacionalidades. Assim sendo, em junho de 1827 foi fundada no Rio de Janeiro, por iniciativa do cônsul da Prússia, a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, uma igreja composta tanto de luteranos quanto de calvinistas franceses, alemães e suíços.
Nas décadas seguintes, começaram a chegar ao Brasil protestantes movidos por uma motivação diferente. Ao contrário dos imigrantes, que limitavam as suas atividades religiosas às suas próprias comunidades étnicas, a partir de 1835 surgiram missionários procedentes do hemisfério norte interessados em alcançar com a sua pregação os próprios brasileiros. Os primeiros deles foram metodistas e congregacionais. Essas duas modalidades de protestantismo são denominadas pelos estudiosos como "protestantismo de imigração" e "protestantismo missionário."
Dois pastores norte-americanos destacaram-se nesse período: Daniel Parish Kidder e James Cooley Fletcher. Kidder, um ministro metodista, residiu no Brasil de 1837 a 1840 e viajou extensamente pelo país distribuindo bíblias e fazendo importantes contatos com políticos e intelectuais liberais como o regente Diogo Antonio Feijó. Em São Paulo, Kidder ofereceu ao governo da província Novos Testamentos para serem usados nas escolas públicas, mas sua oferta foi rejeitada por interferência do bispo local. Retornando para os Estados Unidos, ele escreveu a importante obra Reminiscências de Viagens e Permanência no Brasil, publicada em 1845. 
Um nome freqüentemente associado com Kidder é o do pastor presbiteriano James C. Fletcher (1823-1901), que teve uma longa e frutífera ligação com o Brasil a partir de 1851. Embora Fletcher não tenha se envolvido diretamente com a evangelização dos brasileiros, limitando sua atuação religiosa às comunidades de imigrantes, seus esforços contribuíram em muito para a consolidação do protestantismo no Brasil. Ele tornou-se amigo do imperador D. Pedro II e de muitas figuras destacadas da sociedade brasileira, e lutou em favor da liberdade religiosa, da emancipação dos escravos e da imigração de protestantes. Fletcher planejou e executou uma exposição industrial americana no Rio de Janeiro, promoveu os métodos educacionais norte-americanos e acompanhou industriais e cientistas em visita ao Brasil. Eventualmente, ele tornou-se membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e por mais de vinte anos foi um incansável defensor dos interesses brasileiros na imprensa norte-americana.
Outra importante contribuição de Fletcher foi o livro O Brasil e os Brasileiros, publicado em 1857, atualizando e ampliando a obra anterior escrita por Kidder. Esses livros tornaram-se clássicos (o de Fletcher chegou a nove edições) e despertaram grande interesse pelo Brasil entre os norte-americanos. Nessas obras, Kidder e Fletcher descreveram o Brasil como um país vasto, dotado de recursos extraordinários, porém prejudicado pelo atraso econômico, pela falta de escolas e pela ignorância religiosa. A religião oficial não estava tendo êxito em educar o povo nos princípios éticos e espirituais do evangelho. Fazia-se necessário, portanto, para o progresso e a prosperidade do povo brasileiro, que os norte-americanos lhes levassem a sua religião, os seus valores e os seus métodos educacionais.
E aqui voltamos ao nosso personagem principal. É provável que Simonton tenha lido esses livros e daí tenha resultado o seu interesse pelo Brasil e pela situação espiritual dos brasileiros. Seja como for, quando chegou ao Rio de Janeiro há 140 anos, ele não deparou-se com um terreno totalmente por desbravar. A sua chegada havia sido precedida por algumas gerações de protestantes, cujos esforços facilitaram em muito o seu trabalho. Ele foi um pioneiro no sentido de implantar sólida e definitivamente em solo brasileiro o presbiterianismo, ao contrário das experiências temporárias anteriores. Com Simonton, pela primeira vez o movimento reformado, calvinista e presbiteriano fincou raízes não somente no Brasil, mas entre os próprios brasileiros.
Em virtude da falta de fluência na língua portuguesa, nos seus primeiros tempos no Brasil Simonton limitou-se a proferir as suas prédicas em navios ancorados na Baía da Guanabara e em residências de estrangeiros. Logo travou contato com o Rev. Robert R. Kalley, um missionário escocês que chegara ao Brasil quatro anos antes e dera alguns importantes passos no sentido de ampliar a liberdade religiosa então existente. Em abril de 1860, Simonton finalmente conseguiu dirigir o seu primeiro culto em português. Três meses mais tarde, chegaram valiosos reforços na pessoa do Rev. Alexander L. Blackford e sua esposa Elizabeth, irmã de Simonton. No final do ano, Simonton fez uma longa viagem de reconhecimento pelo interior, passando por São Paulo, Sorocaba, Itapetininga, Itu e Campinas. Fez várias pregações, visitou ingleses e alemães, hospedou-se com liberais e conversou com sacerdotes. 
Ao descrever essa viagem, Simonton deixou um curioso testemunho sobre o choque cultural que experimentava. Na região de Itapetininga, ele passou algum tempo em uma fazenda cuja hospitalidade muito apreciou. Todavia, não pode deixar de notar a casa desmazelada e suja, sem assoalhos, com falta de janelas e portas, e os porcos, galinhas, cachorros, vacas, cavalos e mulas que entravam livremente. Diz ele: "Nunca vi família tão excelente, com suficientes recursos, viver tão mal. Escravos por toda a parte, uns atrapalhando os outros; tábuas abandonadas na serraria a 100 metros de distância; não consigo entender tanto descaso e negligência. Dia após dia eu observava e me maravilhava do processo como se dirigia a empresa toda. Ao ver João Carlos [Nogueira], um dos brasileiros de coração mais bem formado, em outros aspectos um homem de bom senso, viver daquele modo, minha confiança no Brasil e nos brasileiros diminuiu."
A partir de maio de 1861, o melhor domínio da língua permitiu que Simonton tivesse mais êxito em atrair interessados e ele manifestou a satisfação de finalmente poder anunciar a sua mensagem aos brasileiros (e portugueses) e ver os primeiros frutos. Finalmente, a 12 de janeiro de 1862 concretizou-se a primeira grande realização de Simonton, que foi a fundação da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Naquele dia, estando presente um novo missionário recém-chegado, Francis J. C. Schneider, Simonton admitiu formalmente à igreja os seus dois primeiros membros, curiosamente ambos estrangeiros – um americano, agente da Companhia Singer de máquinas de costura, e um português. Que esse evento foi muito significativo, o próprio Simonton o atesta em seu Diário, onde, ao registrar o fato, concluiu: "Assim, organizamo-nos em igreja de Jesus Cristo no Brasil." 
Pouco tempo após a fundação da igreja, Simonton regressou aos Estados Unidos para gozar o seu primeiro e único "furlough," antecipando uma viagem que pretendia fazer no final do ano. Essa antecipação deveu-se principalmente ao estado de saúde da sua mãe. Ao chegar, Simonton soube que ela havia falecido recentemente e também afligiu-se com os horrores da Guerra Civil. Falou sobre o seu trabalho em diversas igrejas, inclusive na maior igreja portuguesa de Jacksonville, Illinois, onde os fiéis encantaram-se em ouvir um americano expressando-se tão bem em seu idioma. Em março de 1863, Simonton casou-se com Helen Murdoch e quatro meses depois o novo casal chegou ao Rio de Janeiro. Com o regresso de Simonton, o casal Blackford mudou-se para São Paulo, a fim de ali iniciar a obra presbiteriana.


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terça-feira, 11 de junho de 2013

Prefeita entrega as chaves da cidade a Jesus Cristo e diz que Ele é a autoridade máxima em seu governo

Num gesto simbólico durante um evento evangélico, a prefeita Margarita Arellanes Cervantes, da cidade de Monterrey, no México, entregou as chaves da cidade a Jesus Cristo e afirmou que Ele passava a ser a maior autoridade municipal.
O discurso de Cervantes foi ovacionado com aplausos, elogios e gritos de aleluia pelos fiéis que estavam presentes no “Ora Monterrey”, evento organizado pelo conselho de pastores local.
“Eu abri as portas deste município a Deus como a autoridade final, eu reconheço que sem a Sua presença e Sua ajuda não podemos ter sucesso real. Nós temos sido nos últimos meses, e digo isto com humildade, testemunhas de uma mudança positiva cada vez mais evidente em nossa cidade e podemos dizer que isso aconteceu porque nós abrimos a porta para Deus”, afirmou a prefeita.
Aparentemente, a ideia não foi unanimidade e a postura religiosa da prefeita tem rendido críticas. Margarita Arellanes Cervantes comentou o fato: “É engraçado como alguns se ofendem quando falamos de Deus publicamente. São intolerantes, e não fazem propostas responsáveis para construir um país melhor. [Os críticos] são silenciosos e mudos”, disse a prefeita.
“Vivemos em uma nação que canta todos os dias que o destino dos mexicanos pelo dedo de Deus foi escrito, mas ao mesmo tempo limita a atuar em segredo, ignorando quase todas as esferas da sociedade. Nem é preciso explicar o que uma sociedade sem Deus pode ter dor, pobreza e violência”, discursou a prefeita, que complementou dizendo que a entrega das chaves da cidade para Jesus Cristo é um convite feito “humildemente a Deus para vir a esta cidade e fazer a Sua morada. Senhor Jesus Cristo, bem-vindo ao Monterrey, a casa que nós construímos, é sua casa, obrigado”.
Assista ao discurso da prefeita Margarita Arellanes Cervantes (se preferir, use o serviço de legendas do Youtube, na barra inferior do vídeo):

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terça-feira, 16 de abril de 2013

HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ NOS PRIMEIROS SÉCULOS


A palavra igreja vem do grego ekklesiaque tem origem em kaleo ("chamo ou convosco"). Na literatura secular, ekklesia referia-se a uma assembléia de pessoas, mas no NT a palavra tem sentido mais especializado. A literatura secular podia usar a apalavra ekklesia para denotar um levante, um comício, uma orgia ou uma reunião para qualquer outra finalidade. Mas o NT emprega ekklesia com referência à reunião de crentes cristãos para adorar a Cristo.



Que é a igreja? Que pessoas constituem esta "reunião"? Que é que Paulo prentende dizer quando chama a igreja de "corpo de Cristo"?
Para responder plenamente a essas perguntas, precisamos entender o contexto social e histórico da igreja do NT. A igreja  primitiva surgiu no cruzamento das culturas hebraicas e helenística. 

Fundada a Igreja
Quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus deu instruções finais aos discípulos e ascendeu ao céu (At 1.1-11). Os discípulos voltaram a Jerusalém e se recolheram durante alguns dias para jejum e oração, aguardando o ES, o qual Jesus disse que viria. Cerca de 120 pessoas seguidores de Jesus aguardavam.
Cinqüenta dias após a Páscoa, no dia de Pentecoste, um som como um vento impetuoso encheu a casa onde o grupo se reunia. Línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e começaram a falar em línguas diferente da sua conforme o ES os capacitava. Os visitantes estrangeiros ficaram surpresos ao ouvir os discípulo falando em suas próprias línguas. Alguns zombaram, dizendo que deviam estar embriagados (At 2.13).
Mas Pedro fez calar a multidão e explicou que estavam dando testemunho do derramamento do ES predito pelos profetas do AT (At 2.16-21; Jl 2.28-32). Alguns dos observadores estrangeiros perguntaram o que deviam fazer para receber o ES. Pedro disse: " Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo " (At 2.38). Cerca de 3 mil pessoas aceitaram a Cristo como seu Salvador naquele dia (Atos 2.41).
Durante alguns anos Jerusalém foi o centro da igreja. Muitos judeus acreditavam que os seguidores de Jesus eram apenas outra seita do judaísmo. Suspeitavam que os cristãos estavam tentando começar um nova "religião de mistério" em torno  de Jesus de Nazaré.
É verdade que muitos dos cristãos primitivos continuaram a cultuar no templo (At 3.1) e alguns insistiam em que os convertidos gentios deviam ser circuncidados (At 15). Mas os dirigentes judeus logo perceberam que os cristãos eram mais do que uma seita. Jesus havia dito aos judeus que Deus faria uma Nova Aliança com aqueles que lhe fossem fiéis (Mt 16.18);  ele havia selado esta aliança com seu próprio sangue (Lc 22.20). De modo que os cristãos primitivos proclamavam com ousadia haverem herdados os privilégios  que Israel conhecera outrora. Não eram simplesmente uma parte de Israel - eram o novo Israel (Ap 3.12; 21.2; Mt 26.28; Hb 8.8; 9.15). "Os líderes judeus tinham um medo de arrepiar, porque este novo e estranho ensino não era um judaísmo estreito, mas fundia o privilégio de Israel na alta revelação de um só Pai de todos os homens." (Henry Melvill Gwatkin, Early Church History,  pag 18).

a) A Comunidade de Jerusalém.
Os primeiros cristãos formavam uma comunidade estreitamente unida em Jerusalém após o dia de Pentecoste. Esperavam que Cristo voltasse muito em breve.
Os cristãos de Jerusalém repartiam todos os seus bens materiais (At 2.44-45). Muitos vendiam suas propriedades e davam à igreja o produto da venda, a qual distribuía esses recursos entre o grupo ( At  4.34-35).
Os cristãos de Jerusalém ainda iam ao templo para orar (At 2.46), mas começaram a partilhar  a Ceia do Senhor em seus próprios lares (At 2.42-46). Estsa refeição simbólica trazia-lhes à mente sua nova aliança com Deus, a qual Jesus havia feito sacrificando seu próprio corpo e sangue.
Deus operava milagres de cura por intermédio desses primeiros cristãos. Pessoas enfermas reuniam-se no templo de sorte que os apóstolo pudessem tocá-las em seu caminho para a oração (At 5.12-16). Esses milagres convenceram muitos de que os cristãos estavam verdadeiramente servindo a Deus. As autoridades do templo, num esforço por suprimir o interesse das pessoas na nova religião, prenderam os apóstolos. Mas Deus enviou um anjo para libertá-los (At 5.17-20),  o que provocou mais excitação.
A igreja crescia com tanta rapidez que os apóstolos tiveram de nomear sete homens para distribuir víveres às viúvas necessitadas. O dirigente desses homens era Estêvão, "homem cheio de fé e do  Espírito Santo" (At 6.5). Aqui vemos o começo do governo eclesiástico. Os apóstolos tiveram de delegar alguns de seus deveres a outros dirigentes. À medida que o tempo passava, os ofícios da igreja foram dispostos numa estrutura um tanto complexa.

O Assassínio de Estêvão

Certo dia um grupo de judeus apoderou-se de Estêvão e, acusando-o de blasfêmia, o levou à presença do conselho do sumo sacerdote. Estevão fez uma eloqüente defesa da fé cristã, explicando como Jesus cumpriu as antigas profecias referentes ao Messias que libertaria seu povo da escravidão do pecado. Ele denunciou os judeus como "traidores e assassinos" do filho de Deus (At 7.52). Erguendo os olhos para o céu, ele exclamou que via a Jesus em pé à destra de Deus          ( At 7.55). Isso enfureceu os judeus, que o levaram para fora da cidade e o apedrejaram (At 7.58-60).
Esse fato deu início a uma onde de perseguição que levou muitos cristãos a abandonarem Jerusalém (At 8.1). Alguns desses cristãos estabeleceram-se entre os gentios de Samaria, onde fizeram muitos convertidos (At 8.5-8). Estabeleceram congregações em diversas cidades gentias, como Antioquia da Síria. A princípio os cristãos hesitavam em receber os gentios na igreja, porque eles viam a igreja como um cumprimento da profecia judaica. Não obstante, Cristo havia instruído seus seguidores a fazer "discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Assim, a conversão dos gentios foi "tão-somente o cumprimento da comissão do Senhor, e o resultado natural de tudo o que havia acontecido..." (Gwatkin, Early Church History, p. 56). Por conseguinte, o assassínio de Estêvão deu início a uma era de rápida expansão da igreja.

c) Atividades Missionárias.
Cristo havia estabelecido sua igreja na encruzilhada do mundo antigo. As rotas comerciais traziam mercadores e embaixadores através da Palestina, onde eles entravam em contato com o evangelho. Dessa maneira, no livro de Atos vemos a conversão de oficiais de Roma (At 10.1-48), da Etiópia         ( At 8.26-40), e de outras terras.
Logo depois da morte de Estêvão, a igreja deu início a uma atividade sistemática para levar o evangelho a outras nações. Pedro visitou as principais cidades da Palestina, pregando tanto a judeus como aos gentios. Outros foram para a Fenícia, Chipre e Antioquia da Síria. Ouvindo que o evangelho era bem recebido nessas regiões, a igreja de Jerusalém enviou a Barnabé para incentivar os novos cristãos em Antioquia (At 11.22-23). Barnabé, a seguir, foi para Tarso em busca do jovem convertido Saulo (Paulo) e o levou para a Antioquia, onde ensinaram na igreja durante um ano (At 11.26).
Um profeta por nome Ágabo predisse que o Império Romano sofreria uma grande fome sob o governo do Imperador Cláudio. Herodes Agripa estava perseguindo a igreja em Jerusalém; Ele já havia executado a Tiago, irmão de João, e tinha lançado Pedro na prisão ( At 12.1-4). Assim os cristãos de Antioquia coletaram dinheiro para enviar a seus amigos em Jerusalém, e despacharam Barnabé e Paulo com o socorro. Os dois voltaram de Jerusalém levando um jovem chamado João Marcos (At 12.25). Por esta ocasião, diversos evangelistas haviam surgido no seio da igreja de Antioquia, de modo que a congregação enviou Barnabé e Paulo numa viagem missionária à Ásia Menor ( At 13-14). Esta foi a primeira de três grandes viagens missionárias que Paulo  fez para levar o evangelho aos recantos longínquos do Império Romano. 
Os primeiros missionários cristãos concentraram seus ensinos na Pessoa e obra de Jesus Cristo. Declararam que ele era o servo impecável e Filho de Deus que havia dado sua vida para expiar os pecados de todas as pessoas que depositavam sua confiança nele (Rm 5.8-10). Ele era aquele a quem Deus ressuscitou dos mortos para derrotar o poder do pecado (Rm 4.24-25; 1Co 15.17).
d) Governo Eclesiástico.
A princípio, os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da Igreja. Esperavam que Cristo voltasse em breve, por isso tratavam os problemas internos à medida  que surgiam - geralmente de um modo muito informal.
Mas o tempo em que Paulo escreveu suas cartas às igrejas, os cristãos reconheciam a necessidade de organizar o seu trabalho. O NT não nos dá um quadro pormenorizado deste governo da igreja primitiva. Evidentemente, um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12.6-8; 1Ts 5.12; Hb 13.7,17,24), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Esses anciãos (ou presbíteros) eram escolhidos pelo ES (At 20.28), mas os apóstolos os nomeavam (At 14.23). Por conseguinte, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes pra o ministério. Alguns  ministros chamados  evangelistas parecem ter viajado de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos. Seu título significa "homens que manuseiam o evangelho". Alguns têm achado que eram todos representantes pessoais dos apóstolos, como Timóteo o foi de Paulo; outros supõem que obtiveram esse nome por manifestarem  um dom especial de evangelização. Os anciãos assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.
Algumas cartas do NT referem-se a bispos na igreja primitiva. Isto é um bocado confuso, visto que esses "bispos" não formavam uma ordem superior da liderança eclesiástica como ocorre em algumas igrejas onde o título é usado hoje. Paulo lembrou aos presbíteros de Éfeso que eles eram bispos (At 20.28), e parece que ele usa os termos presbítero e bispo intercambiavelmente (Tt 1.5-9). Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros  da igreja primitiva, a saber, os presbíteros.
Paulo e os demais apóstolos reconheceram que o ES concedia habilidades especiais de liderança a certas pessoas (1Co 12.28). Assim, quando conferiam um título oficial a um irmão ou irmã em Cristo, estavam confirmando o que o Espírito Santo já havia feito.
A igreja primitiva não possuía um centro terrenal de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro de todos os seus poderes (At 20.28). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20.26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar  os ensinos de Cristo por intermédio de ministros que se devotavam a estudo especial, "que maneja bem a palavra da verdade"               (2Tm 2.15). A igreja primitiva não oferecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo. Os cristãos convidavam os incrédulos para fazer parte de seu grupo, o copo de Cristo                (Ef 1.23),  que seria salvo como um todo. Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Cristo voltaria para o seu povo, a "noiva" de Cristo (Ap 21.2; 22.17). Negavam que indivíduos pudessem obter poderes especiais de Cristo para seus próprios fins egoístas (At 8.9-24; 13.7-12).

e) Padrões de Adoração.
Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Não temos um quadro claro da adoração Cristã primitiva até 150 dC, quando Justino Mártir descreveu os cultos típicos de adoração. Sabemos que a igreja primitiva realizava seus serviços no domingo, o primeiro dia sa semana. Chamavam-no de "o Dia do Senhor" porque foi o dia em que Cristo ressurgiu dos mortos. Os primeiros cristãos reuniam-se no templo em Jerusalém, nas sinagogas, ou nos lares ( At 2.46; 13.14-16; 20.7-8). Alguns estudiosos crêem que a referência aos ensino de Paulo na escola de Tirano (At 19.9) indica que os primitivos cristãos às vezes alugavam prédios de escola ou outras instalações. Não temos prova alguma de que os cristãos tenham construído instalações especial para seus cultos de adoração durante mais de um século após o tempo de Cristo. Onde os cristãos eram perseguidos, reuniam-se em lugares secretos como as catacumbas (túmulos subterrâneos) de Roma.
Crêem os eruditos que os primeiros cristãos adoravam nas noites de domingo, e que seu culto girava em torno da Ceia do Senhor. Mas nalgum  ponto os cristãos começavam a manter dois cutos de adoração no domingo, conforme descreve Justino Mártir - um bem cedo de manhã e outro ao entardecer. As horas eram escolhidas por questão de segredo e para atender às pessoas trabalhadoras que não podiam comparecer aos cultos de adoração durante o dia.

- Ordem do Culto: Geralmente o culto matutino era uma ocasião de louvor, oração e pregação. O serviço improvisado de adoração dos cristãos no Dia de Pentecoste sugere um padrão de adoração que podia ter sido geralmente adotado. Primeiro, Pedro leu as Escrituras. Depois pregou um sermão que aplicou as Escrituras à situação presente dos adoradores (At 2.14-36). As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas, seguindo o exemplo do próprio Senhor.  Os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação        (1Co 14.26).

- A Ceia do Senhor: Os primitivos cristãos tomavam a refeição simbólica da Ceia do Senhor para  comemorar a Última Ceia, na qual Jesus e seus discípulos observaram a tradicional festa judaica da Páscoa. Os temas dos dois eventos eram os mesmo. Na Páscoa os judeus regozijavam-se porque Deus os havia libertado de seus inimigos e aguardavam com expectação o futuro como filhos de Deus. Na  Ceia do Senhor, os cristãos celebravam o modo como Jesus os havia libertado do pecado e expressavam sua esperança pelo dia quando Cristo voltaria   (1Co 11.26).  A princípio, a Ceia do Senhor era uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava  com oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.
Algumas pessoas conjeturavam que os cristãos estavam participando de um rito secreto quando observavam a Ceia do Senhor, e inventaram estranhas histórias a respeito desses cultos. O imperador Trajano proscreveu essas reuniões secretas por volta do ano 100 dC. Nesse tempo os cristãos começaram a observar a Ceia do Senhor durante o culto matutino de adoração, aberto ao público.

- Batismo: O batismo era um acontecimento comum da adoração cristã no templo de Paulo  (Ef 4.5). Contudo, os cristãos não foram os primeiros a celebrar o batismo. Os judeus batizavam seus convertidos gentios; algumas seitas judaicas praticavam o batismo como símbolo de purificação, e João Batista fez dele uma importante parte de seu ministério. O NT não diz se Jesus batizava regularmente seus convertidos, mas numa ocasião, pelo menos, antes da prisão de João, ele foi encontrado batizando. Em todo o caso, os primitivos cristãos eram batizados em nome de Jesus, seguindo o seu próprio exemplo (Mc 1.10; Gl 3.27).
Parece que os primitivos cristãos interpretavam o significado do batismo de vários modos - como símbolo da morte de uma pessoa para o pecado (Rm 6.4; Gl 2.12), da purificação  de pecados (At 22.16; Ef 5.26), e da nova vida em Cristo (At 2.41; Rm 6.3). De quando em quando toda a família de um novo convertido era batizada (At 10.48; 16.33; 1Co 1.16), o que pode significar o desejo da pessoa de consagrar a Cristo tudo quanto tinha.

- Calendário Eclesiástico: O NT não apresenta evidência alguma de que a igreja primitiva observava quaisquer dias santos, a não ser sua adoração no primeiro dia da semana (At 20.7; 1Co 16.2; Ap 1.10). Os cristãos não observam o domingo como dia de descanso até ao quarto século de nossa era, quando o imperador Constantino designou-o como um dia santo para todo o Império Romano. Os primitivos cristãos não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.
O historiador Eusébio diz-nos que os cristãos celebravam a Páscoa desde os tempos apostólicos; 1Co 5.6-8 talvez se refira a uma Páscoa cristã na mesma ocasião da Páscoa judaica. Por volta do ano 120 dC, a igreja de Roma mudou a celebração para o domingo após a Páscoa judaica enquanto a igreja Ortodoxa Oriental continuou a celebrá-la na Páscoa Judaica.

f) Conceito do NT sobre a Igreja.
É interessante pesquisar vários conceitos de igreja no NT. A Bíblia refere-se aos primeiros cristãos como família e templo de Deus, como rebanho e noiva de Cristo, como sal, como fermento, como pescadores, como baluarte sustentador da verdade de Deus, de muitas outras maneiras. Pensava-se na igreja como uma comunidade mundial única de crentes, da qual cada congregação local era afloramento e amostra. Os primitivos escritores cristãos muitas vezes se referiam à igreja como o "corpo de Cristo" e o "novo Israel".  Esses dois conceitos revelam muito da compreensão que os primitivos cristãos tinha da sua missão no mundo.

- O Corpo de Cristo: Paulo descreve a igreja como "um só corpo em Cristo" (Rm 12.5) e "seu corpo" (Ef 1.23). Em outras palavras, a igreja encerra numa comunhão única de vida divina todos os que são unidos a Cristo pelo ES mediante a fé. Esses participam da ressurreição  (Rm 6.8), e são a um tempo chamados e capacitados  para continuar seu ministério de servir e sofrer para abençoar a outros (1Co 12.14-26). Estão ligados numa comunidade que personifica o reino de Deus no mundo.
Pelo fato de estarem ligados a outros cristãos, essas pessoas entendiam que o que faziam com seus próprios corpos e capacidades era muito importante (Rm 12.1; 1Co 6.13-19; 2Co 5.10). Entendiam que as várias raças e classes tornam-se uma em Cristo (1Co 12.3; Ef  2.14-22), e deviam aceitar-se e amar-se uns aos outros de um modo que revelasse tal realidade.
Descrevendo a igreja com o corpo de Cristo, os primeiros cristãos acentuaram que Cristo era o cabeça da igreja (Ef 5.23). Ele orientava as ações da igreja e merecia todo o louvor que ela recebia. Todo o poder da igreja para adorar e servir era dom de Cristo.

- O Novo Israel: Os primitivos cristãos identificavam-se com Israel, povo escolhido de Deus. Acreditavam que a vinda e o ministério  de Jesus cumpriram a promessa de Deus aos patriarcas (Mt 2.6; Lc 1.68; At 5.31), e sustentavam que Deus havia estabelecido uma Nova Aliança com os seguidores de Jesus (2Co 3.6; Hb 7.22, 9.15).
Deus, sustentavam eles, havia estabelecido seu novo Israel na base da salvação pessoal, e não  em linhagem de família. Sua igreja era uma nação espiritual que transcendia a todas as heranças culturais e nacionais. Quem quer que depositasse fé na Nova Aliança de Deus, rendesse a vida a Cristo, tornava-se descendente espiritual de Abraão e, como tal, passava a fazer parte do "novo Israel" (Mt 8.11; Lc 13.28-30; Rm 4.9-25; Gl 3-4; Hb 11-12).

- Características Comuns: Algumas qualidades comuns emergem das muitas imagens da igreja que encontramos no NT. Todas elas mostram que a igreja existe porque Deus trouxe à existência. Cristo comissionou seus seguidores a levar avante a sua obra, e essa é a razão da existência da igreja.
As várias imagens que o NT apresenta da igreja acentuam que o Espírito Santo a dota de poder e determina a sua direção. Os membros da igreja participam de uma tarefa comum e de um destino comum sob a orientação do Espírito.
A igreja é uma entidade viva e ativa. Ela participa dos negócios deste mundo; demonstra o modo de vida que Deus tenciona para todas as pessoas, e proclamam a Palavra de Deus para a era presente. A unidade e a pureza espirituais da igreja estão em nítido contraste com a inimizade e a corrupção do mundo. É responsabilidade da igreja em todas as congregações particulares mediante as quais ela se torna visível, praticar a unidade, o amor e  cuidado de um modo que mostre que Cristo vive verdadeiramente naqueles que são membros do seu corpo, de sorte que a vida deles é a vida de Cristo neles. 


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sábado, 6 de abril de 2013

PRIMEIROS PROTESTANTES NO BRASIL


No dia 7 de março de 1557 Chegam ao Brasil os primeiros missionários calvinistas (huguenotes-franceses), enviados por João Calvino à França Antártica antiga colonia francesa na Baía de Guanabara atual Estado do Rio de Janeiro liderados pelos Reverendos Pierre Richier e Guillaume Chartier, realizando o primeiro culto e no dia 21 a primeira Santa Ceia nas Américas no dia do mesmo mês.
Os minissionários calvinistas fundaram 22 igrejas protestantes no Nordeste, sendo que a maior era a do Recife e contava, inclusive, com uma congregação inglesa e uma francesa.
Esta se reunia no templo gálico, que tinha no conde João Maurício de Nassau seu membro mais ilustre.
As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores (“predicantes”), além de pregadores auxiliares (“proponentes”) e outros oficiais.
A Igreja Reformada Holandesa batizou índios, lutou por sua libertação e pretendia traduzir a Bíblia para o tupi e ordenar pastores indígenas.

Pr. Dr. Antônio Carlos Agda Novaes


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terça-feira, 2 de abril de 2013

Pastor Marco Feliciano enfrenta tumulto e momentos tensos na 1ª sessão da CDH – Assista


O Deputado e pastor Marco Feliciano presidindo a primeira sessão da CDH teve como já era esperado resistência e muita confusão pelo grupo de deputados contrários a sua eleição, que tentaram tumultuar a reunião. O pastor em seu site lista os 8 requerimentos que apesar da confusão 4 foram votados após as manifestações.-Confira, Assista e comente..


Nesta quarta-feira (13) como previsto iniciou o trabalho do Deputado Pastor Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direito Humanos e Minorias.

Como de previsto houve manifestações e muita confusão provocada pelos grupos de esquerda e deputados contrários a eleição do Deputado Pastor Marco Feliciano tentaram tumultuar a reunião, o tumulto maior se estendeu por pelo menos 1h, na sequencia toda reunião também foi tumultuada, mas apenas com pequenos focos de protesto.

O Plenário 9 da Câmara dos Deputados estava lotado para a primeira reunião da Comissão de Direitos Humanos realizada sob o comando do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), na tarde desta quarta-feira. De um lado da sala, apoiadores do parlamentar; de outro, manifestantes a favor dos direitos humanos. Ambos gritavam, a todo instante, palavras de ordem a favor e contra o deputado.


Ao final de quase três horas de reunião – que, por conta da confusão, não conseguiu votar os oito requerimentos apenas 4 como esta no post do site do pastor, que constavam na pauta -, poucos ativistas pró Feliciano restaram, enquanto os contrários ao parlamentar só aumentavam sua participação – inclusive do lado de fora do plenário. Tamanha era a procura, que telões foram disponibilizados em duas outras salas para que os interessados acompanhassem a reunião.

No início, o PT – que conta com três deputados na CDH – entrou em obstrução e os parlamentares não assinaram a lista de presença. A deputada Érika Kokay (PT-DF) pediu verificação de quórum durante a votação do primeiro requerimento e teve a palavra cassada por Feliciano. A deputada afirmou que não reconhecia o colega como presidente do colegiado e, em vez de “presidente”, como tradicionalmente acontece, a Érika chamava o deputado de “Pastor Feliciano”, causando a revolta dos presentes.
Tumulto e provocação

Insatisfeitos com a atitude de Feliciano, os deputados Nilmário Miranda (PT-MG) e Dumingos Dutra (PT-SP)-foto- se dirigiram à mesa para reclamar com o presidente da CDH. O colega, deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que ocupava uma mesa na presidência do colegiado, saiu em defesa de Feliciano – e quase chegou às vias de fato com Dutra, que precisou ser amparado por assessores depois do episódio. Kokay e Dutra abandonaram a sessão logo em seguida.


A maior parte da confusão aconteceu justamente entre Bolsonaro e os ativistas pelos direitos humanos. Quando os manifestantes começavam a gritar palavras de ordem, Bolsonaro se dirigia à multidão, dizendo: “O pessoal do zoológico, fiquem quietos”. A certa altura, Bolsonaro escreveu em uma folha de papel “queima-rosca todo dia” e mostrou aos manifestantes, que partiram para cima do deputado, sem agredi-lo.


Depois de duas horas e meia de reunião, Feliciano finalizou a sessão e foi escoltado por seguranças legislativos, manifestantes e jornalistas para fora do plenário. Houve um princípio de tumulto e um dos manifestantes conseguiu dar um empurrão no rosto do deputado. Ele foi imediatamente segurado pelos policiais e negou a agressão. O parlamentar saiu do corredor por uma escada, onde o acesso dos demais foi proibido. Os manifestantes, então, seguiram em coro pelos corredores da Câmara.

Assista vídeo matéria do Jornal Nacional pela repórter Giuliana Morrone/Brasilia e comente…


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IGREJA DE DEUS

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