O LOUVOR É TRANSCEDENTE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VOZ DA VERDADE OU VOZ DA MENTIRA?

INTRODUÇÃO

 
         Estamos vivendo dias dificeis para o evangelho, onde o povo de Deus não está diferenciando gato de sapato, trocando gato por lebre. As vezes, só porque alguém canta bem, ou fala umas linguas estranhas, fazem alguns sinais logo é acreditadoe as vezes endeuzado, o que acontece com o conjunto Voz da Verdade, o povo de Deus engole suas músicas recheadas com suas doutrinoas hereticas e estão dizendo, está muito bom!
I – A HERESIA MODALISTA E O VOZ DA VERDADE

         O Dr. Paulo Romeiro, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor do best-seller Super Crentes, falando sobre a dimensão da crise do discernimento, escreveu o seguinte em outro livro: “Um outro fato preocupante é a facilidade com que os adventistas do Sétimo Dia circulam pelos corredores evangélicos com seus conjuntos musicais como o Prisma, Prisminha, Arautos do Rei etc.”.
[1] É verdade que hoje o Voz da Verdade possui um “ministério” próprio. Não obstante, no início ele era ligado à seita herética fundada por Ellen G. White. E, mesmo tendo rompido com suas origens, o Voz da Verdade possui suas próprias heresias perniciosas, sendo que a pior é a negação veemente da doutrina da Trindade e a defesa de uma heresia antiga chamada de Modalismo. Este termo foi empregado pela primeira vez, pelo historiador alemão, Adolf von Harnack, “para descrever o elemento comum a um grupo de heresias relacionadas à Trindade, que eram associadas, ao final do século II, a Noetus e Praxeas e, no século III, a Sabélio”. [2] M. James Sawyer nos oferece uma síntese a respeito dessa heresia:
Modalismo (lat. modus, “forma, modo”). Originário do início do século III, o modalismo rejeitou a doutrina da Trindade e argumentou que o único Deus se revelou ao mundo em modos diferentes e sucessivos, mas que em cada uma dessas manifestações era o único Deus verdadeiro que se revelava. No AT, ele revelou-se como Pai, nos Evangelhos como Filho e depois da ressurreição como Espírito. Os pais da Igreja responderam, argumentando que se, Cristo era o Pai, é o Pai que sofre na cruz. (lat. patripassus, “o pai sofreu”). O modalismo é também conhecido como monarquianismo modalista, sabelianismo (segundo seu proponente, Sabélio) e patripassianismo. [3]
Sabélio viveu em Roma, no início do século III. Ele ensinava “a existência de uma mônada divina (que chamava de Huiopatur), que, por um processo de expansão, se projetou sucessivamente na revelação como Pai, Filho e Espírito Santo. Como Pai, revelou-se como Criador e Legislador. Como Filho, revelou-se como Redentor. Como Espírito, como doador da graça”.[4] De forma elaborada, o esquema era o seguinte:


1. O Deus único é revelado como o criador do mundo e da lei. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Pai”.
2. O mesmo Deus é, a seguir, revelado como salvador, na pessoa de Jesus Cristo. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Filho”.
3. O mesmo Deus é, posteriormente, revelado como aquele que santifica e dá a vida eterna. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Espírito Santo”. [5]

Epifânio, bispo de Salamis, por volta do ano 375 d.C., escreveu uma obra chamada Adversus Haeresis. Nessa obra ele diz o seguinte sobre Sabélio:
Recentemente obteve notoriedade um tal Sabélio, que deu seu nome aos sabelianos. Suas opiniões, salvo algumas exceções insignificantes, coincidem com as dos noecianos. Os sabelianos vivem, quase todos, na Mesopotâmia ou em Roma; foi loucura que os trouxessem para que permanecessem. Ensinam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só e mesma essência, três nomes apenas dados a uma só e mesma substância. Propõem uma analogia perfeita tomada do corpo, da alma e do espírito do homem. O corpo seria o Pai; a alma seria o Filho; enquanto o Espírito Santo seria para com a divindade o que o espírito é para o homem. Ou tome-se o sol: o sol é uma só substância, mas com tríplice manifestação: luz, calor e globo solar. O calor... é (análogo a) o Espírito; a luz, ao Filho; enquanto o Pai é representado pela verdadeira substância. Em certo momento, o Filho foi emitido como um raio de luz; cumpriu no mundo tudo que cabia à dispensação do Evangelho e à salvação dos homens e retirou-se para os céus, semelhantemente ao raio enviado pelo sol que é novamente incorporado a ele. O Espírito Santo é enviado mais sigilosamente ao mundo e, sucessivamente, aos indivíduos dignos de o receberem. [6]
O propósito de Sabélio parecia louvável. Sua intenção, como afirma Louis Berkhof, era “manter a unidade de Deus, embora seu interesse primário pareça ter sido cristológico, a saber, a conservação da plena deidade de Cristo”. [7] Entretanto, nenhum propósito é verdadeiramente nobre quando lança mão de heresias e distorções do verdadeiro Evangelho.
É exatamente essa a doutrina defendida pelo famigerado grupo Voz da Verdade. Deve-se salientar que, o grupo já defendeu sua heresia em rede nacional, através do seu programa de televisão, na Rede TV. Quantos evangélicos e membros de denominações históricas foram influenciados? Só Deus sabe! Tomem-se como exemplo algumas afirmações de estudos extraídos do site [8] do grupo. Em um estudo intitulado Deus é Um, Suely Moysés Cufone afirma o seguinte (a ortografia, bem como a pontuação é sofrível):


Em Is 45:18 Portanto assim diz o Senhor que criou os céus, o ÚNICO DEUS, que formou a Terra, que a fez e a estabeleceu; que não a fez para ser um caos mas para ser habitada:EU SOU O SENHOR E NÃO HÁ OUTRO. O Deus do Velho Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Deus se fez homem e habitou entre nós. Em apocalipse 1:8 e Ap 22:13 está escrito Jesus é o alfa e o ômega ou seja o princípio e o fim. Se Ele é o princípio e o fim significa que não existe outro. Comparando com o Velho Testamento em Is 44:6 Assim diz o Senhor ,Rei de Israel , seu redentor,o Senhor dos Exércitos : EU SOU O O PRIMEIRO E O ÚLTIMO E ALÉM DE MIM “NÃO HÁ DEUS”. O mesmo Deus que disse esta frase no Velho Testamento é o MESMO Deus do Novo Testamento, não é e nem pode ser outra pessoa distinta. JESUS falou: Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Não pode haver 2 pessoas distintas falando a mesma coisa. Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. [9]


Mais à frente, a autora e uma das líderes do grupo, afirma de forma clara e inequívoca o seu modalismo:

Vou dar um exemplo simples sobre a água. Sua fórmula é H2O , se eu apresentar somente o hidrogênio na natureza , não obterei a água,assim se eu tiver apenas o oxigênio também não obterei a água. Para eu obter a água preciso de H2O e se eu separá-los deixo de obtê-la. Se eu dividir ou separar os componentes da água, não vou obter a água. Assim é Deus. Deus não se divide. Ele é ...por isso Ele usou a expressão...EU SOU... porque simplesmente Ele é o Todo-Poderoso e ponto final. Esta água é apresentada na natureza em 3 estados físicos: sólido, líquido e gasoso. É A MESMA ÁGUA (H2O)QUE PODE SE APRESENTAR DE VÁRIAS FORMAS. Como já disse se eu separar a fórmula da água deixo de obtê-la. Não posso chamar de água somente o hidrogênio e também não posso chamar de água somente o oxigênio. Se as partes distintas forem apresentadas isoladamente na natureza deixam de ser a água. Assim é Deus, não posso dividi-Lo. O nosso DEUS,é o MESMO DEUS ÚNICO , QUE SE MANIFESTA (ou se apresenta) DE VÁRIAS FORMAS: COMO PAI(CRIADOR) COMO FILHO( como REDENTOR) E Hoje como ESPÍRITO SANTO (como CONSOLADOR, nos guiando a Toda Verdade).Porque a Bíblia é clara ao falar do Criador: DEUS ÚNICO. [10]

Para tentar contestar a doutrina da Trindade o pernicioso, nefasto e herético grupo Voz da Verdade lança mão de argumentos débeis e exegeticamente falaciosos. Por exemplo, contestando o plural Elohim e o uso da preposição min com um sufixo plural, corretamente traduzida por “de nós”, o grupo Voz da Verdade diz o seguinte: “Um estudo cuidadoso de Gênesis 3:22,23,24, onde aparece ‘nós’, revela que Deus está se dirigindo a querubins ou anjos eleitos, que juntamente como Ele, eram conhecedores do bem e do mal”.
[11] O inusitado é que uma leitura verdadeiramente atenta da passagem em questão não leva à conclusão de que Deus esteja se reportando aos anjos. Muito pelo contrário, o plural empregado meramente dá a ideia de uma pluralidade de pessoas. Deus não poderia estar falando com os anjos, visto que, se assim fosse, os anjos seriam co-criadores, e este não é o caso.


II – A CRENÇA DO CRISTIANISMO HISTÓRICO
A fé que foi entregue uma vez por todas aos santos (Judas 3) confessa a existência do único Deus, que subsiste em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso fica claro, por exemplo, no Credo de Atanásio, subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã, e no conhecido Credo de Nicéia (325 d.C.). O Credo de Atanásio diz o seguinte: "Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade". [12] Já a formulação credal de Nicéia diz o seguinte:


Cremos em um só Deus, Pai onipotente, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Luz, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não feito, de uma só substância com o Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra; o qual, por nós homens e para nossa salvação desceu, encarnou-se e se fez homem, e sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e novamente deve vir para julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo.
[13].
O Dr. Heber Carlos de Campos chama a nossa atenção para o fato de que “Nicéia afirmou a distintividade do Filho em relação ao Pai”. [14] Isso fica claro a partir da oração: “Deus de Luz, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”. A expressão em destaque indica que uma Pessoa é distinta da outra. Como o Dr. Heber coloca: “Ser um com o Pai sugere que ele e o Pai são pessoas distintas. Ele não era o Pai, mas um com ele”. [15] Tal entendimento é corroborado pela passagem de João 1.1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Além disso, como explicar a passagem que narra o batismo de Jesus: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.16,17). Não há como interpretar as duas passagens acima sem perceber a distinção entre as Pessoas da Divindade. Na primeira, o Verbo estava com Deus. Na segunda, as três Pessoas são apresentadas de maneira tão clara que, somente sendo enfatuado e obstinado é que alguém consegue negar a Trindade.
O que mais me incomoda, é a completa desconsideração para com as advertências das Sagradas Escrituras em relação às heresias. O apóstolo João, em sua segunda epístola, coloca as coisas de maneira muito clara: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus [...] Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (vv. 9-11). Impossível ser mais claro! Não podemos ter nenhum tipo de comunhão com aqueles que são apontados pela Palavra de Deus como falsos mestres, pois “assim é o enganador e o anticristo” (2 João 7).
O que se requer dos evangélicos brasileiros é que se arrependam do seu pecado! Que parem de consumir material produzido por aqueles que são inimigos declarados da cruz de Cristo. Os cantores acreditam naquilo que cantam, e cantam a partir daquilo que constitui a sua crença, a sua visão de mundo. No passado, homens deram suas vidas para defender a tradição apostólica, a doutrina apostólica. Seremos tão levianos ao ponto de desprezarmos suas lutas e darmos as mãos a pessoas que negam a Trindade e deturpam a Palavra de Deus para sua própria condenação?

Kyrie Eleison!

NOTAS:

[1] Paulo Romeiro. Evangélicos em Crise: decadência doutrinária na igreja brasileira. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. p. 16.
[2] Alister E. McGrath. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2005. p. 382.
[3] M. James Sawyer. Uma Introdução à Teologia: das questões preliminares, da vocação e do labor teológico. São Paulo: Vida, 2009. p. 624.
[4] Craig A. Blaising in Walter A. Elwell (Ed.). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Vol. 2. São Paulo: Vida Nova, 2009. p. 544
[5] Alister E. McGrath. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. p. 382.
[6] Epifânio de Salamis in H. Bettenson. Documentos da Igreja Cristã. Sâo Paulo: ASTE, 2001. p. 81,82.

[7] Louis Berkhof. A História das Doutrinas Cristãs. São Paulo: PES, 1992. p. 72.
[9] Suely Moysés Cufone, Deus é Um. Estudo disponível em http://www.vozdaverdade.com.br.

[10] Ibid.
[11] O QUE O MINISTÉRIO VOZ DA VERDADE PREGA E CRÊ. Disponível em http://www.vozdaverdade.com.br.

[12] O Credo de Atanásio, In: Paulo Anglada. Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998. pp. 180-182.
[13] Credo de Nicéia in H. Bettenson. Documentos da Igreja Cristã. p. 62.

[14] Heber Carlos de Campos. As Duas Naturezas do Redentor. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p. 157.


 
 
I – A HERESIA MODALISTA E O VOZ DA VERDADE

         O Dr. Paulo Romeiro, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor do best-seller Super Crentes, falando sobre a dimensão da crise do discernimento, escreveu o seguinte em outro livro: “Um outro fato preocupante é a facilidade com que os adventistas do Sétimo Dia circulam pelos corredores evangélicos com seus conjuntos musicais como o Prisma, Prisminha, Arautos do Rei etc.”.
[1] É verdade que hoje o Voz da Verdade possui um “ministério” próprio. Não obstante, no início ele era ligado à seita herética fundada por Ellen G. White. E, mesmo tendo rompido com suas origens, o Voz da Verdade possui suas próprias heresias perniciosas, sendo que a pior é a negação veemente da doutrina da Trindade e a defesa de uma heresia antiga chamada de Modalismo. Este termo foi empregado pela primeira vez, pelo historiador alemão, Adolf von Harnack, “para descrever o elemento comum a um grupo de heresias relacionadas à Trindade, que eram associadas, ao final do século II, a Noetus e Praxeas e, no século III, a Sabélio”. [2] M. James Sawyer nos oferece uma síntese a respeito dessa heresia:
Modalismo (lat. modus, “forma, modo”). Originário do início do século III, o modalismo rejeitou a doutrina da Trindade e argumentou que o único Deus se revelou ao mundo em modos diferentes e sucessivos, mas que em cada uma dessas manifestações era o único Deus verdadeiro que se revelava. No AT, ele revelou-se como Pai, nos Evangelhos como Filho e depois da ressurreição como Espírito. Os pais da Igreja responderam, argumentando que se, Cristo era o Pai, é o Pai que sofre na cruz. (lat. patripassus, “o pai sofreu”). O modalismo é também conhecido como monarquianismo modalista, sabelianismo (segundo seu proponente, Sabélio) e patripassianismo. [3]
Sabélio viveu em Roma, no início do século III. Ele ensinava “a existência de uma mônada divina (que chamava de Huiopatur), que, por um processo de expansão, se projetou sucessivamente na revelação como Pai, Filho e Espírito Santo. Como Pai, revelou-se como Criador e Legislador. Como Filho, revelou-se como Redentor. Como Espírito, como doador da graça”.[4] De forma elaborada, o esquema era o seguinte:


1. O Deus único é revelado como o criador do mundo e da lei. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Pai”.
2. O mesmo Deus é, a seguir, revelado como salvador, na pessoa de Jesus Cristo. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Filho”.
3. O mesmo Deus é, posteriormente, revelado como aquele que santifica e dá a vida eterna. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Espírito Santo”. [5]

Epifânio, bispo de Salamis, por volta do ano 375 d.C., escreveu uma obra chamada Adversus Haeresis. Nessa obra ele diz o seguinte sobre Sabélio:
Recentemente obteve notoriedade um tal Sabélio, que deu seu nome aos sabelianos. Suas opiniões, salvo algumas exceções insignificantes, coincidem com as dos noecianos. Os sabelianos vivem, quase todos, na Mesopotâmia ou em Roma; foi loucura que os trouxessem para que permanecessem. Ensinam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só e mesma essência, três nomes apenas dados a uma só e mesma substância. Propõem uma analogia perfeita tomada do corpo, da alma e do espírito do homem. O corpo seria o Pai; a alma seria o Filho; enquanto o Espírito Santo seria para com a divindade o que o espírito é para o homem. Ou tome-se o sol: o sol é uma só substância, mas com tríplice manifestação: luz, calor e globo solar. O calor... é (análogo a) o Espírito; a luz, ao Filho; enquanto o Pai é representado pela verdadeira substância. Em certo momento, o Filho foi emitido como um raio de luz; cumpriu no mundo tudo que cabia à dispensação do Evangelho e à salvação dos homens e retirou-se para os céus, semelhantemente ao raio enviado pelo sol que é novamente incorporado a ele. O Espírito Santo é enviado mais sigilosamente ao mundo e, sucessivamente, aos indivíduos dignos de o receberem. [6]
O propósito de Sabélio parecia louvável. Sua intenção, como afirma Louis Berkhof, era “manter a unidade de Deus, embora seu interesse primário pareça ter sido cristológico, a saber, a conservação da plena deidade de Cristo”. [7] Entretanto, nenhum propósito é verdadeiramente nobre quando lança mão de heresias e distorções do verdadeiro Evangelho.
É exatamente essa a doutrina defendida pelo famigerado grupo Voz da Verdade. Deve-se salientar que, o grupo já defendeu sua heresia em rede nacional, através do seu programa de televisão, na Rede TV. Quantos evangélicos e membros de denominações históricas foram influenciados? Só Deus sabe! Tomem-se como exemplo algumas afirmações de estudos extraídos do site [8] do grupo. Em um estudo intitulado Deus é Um, Suely Moysés Cufone afirma o seguinte (a ortografia, bem como a pontuação é sofrível):


Em Is 45:18 Portanto assim diz o Senhor que criou os céus, o ÚNICO DEUS, que formou a Terra, que a fez e a estabeleceu; que não a fez para ser um caos mas para ser habitada:EU SOU O SENHOR E NÃO HÁ OUTRO. O Deus do Velho Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Deus se fez homem e habitou entre nós. Em apocalipse 1:8 e Ap 22:13 está escrito Jesus é o alfa e o ômega ou seja o princípio e o fim. Se Ele é o princípio e o fim significa que não existe outro. Comparando com o Velho Testamento em Is 44:6 Assim diz o Senhor ,Rei de Israel , seu redentor,o Senhor dos Exércitos : EU SOU O O PRIMEIRO E O ÚLTIMO E ALÉM DE MIM “NÃO HÁ DEUS”. O mesmo Deus que disse esta frase no Velho Testamento é o MESMO Deus do Novo Testamento, não é e nem pode ser outra pessoa distinta. JESUS falou: Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Não pode haver 2 pessoas distintas falando a mesma coisa. Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. [9]


Mais à frente, a autora e uma das líderes do grupo, afirma de forma clara e inequívoca o seu modalismo:

Vou dar um exemplo simples sobre a água. Sua fórmula é H2O , se eu apresentar somente o hidrogênio na natureza , não obterei a água,assim se eu tiver apenas o oxigênio também não obterei a água. Para eu obter a água preciso de H2O e se eu separá-los deixo de obtê-la. Se eu dividir ou separar os componentes da água, não vou obter a água. Assim é Deus. Deus não se divide. Ele é ...por isso Ele usou a expressão...EU SOU... porque simplesmente Ele é o Todo-Poderoso e ponto final. Esta água é apresentada na natureza em 3 estados físicos: sólido, líquido e gasoso. É A MESMA ÁGUA (H2O)QUE PODE SE APRESENTAR DE VÁRIAS FORMAS. Como já disse se eu separar a fórmula da água deixo de obtê-la. Não posso chamar de água somente o hidrogênio e também não posso chamar de água somente o oxigênio. Se as partes distintas forem apresentadas isoladamente na natureza deixam de ser a água. Assim é Deus, não posso dividi-Lo. O nosso DEUS,é o MESMO DEUS ÚNICO , QUE SE MANIFESTA (ou se apresenta) DE VÁRIAS FORMAS: COMO PAI(CRIADOR) COMO FILHO( como REDENTOR) E Hoje como ESPÍRITO SANTO (como CONSOLADOR, nos guiando a Toda Verdade).Porque a Bíblia é clara ao falar do Criador: DEUS ÚNICO. [10]

Para tentar contestar a doutrina da Trindade o pernicioso, nefasto e herético grupo Voz da Verdade lança mão de argumentos débeis e exegeticamente falaciosos. Por exemplo, contestando o plural Elohim e o uso da preposição min com um sufixo plural, corretamente traduzida por “de nós”, o grupo Voz da Verdade diz o seguinte: “Um estudo cuidadoso de Gênesis 3:22,23,24, onde aparece ‘nós’, revela que Deus está se dirigindo a querubins ou anjos eleitos, que juntamente como Ele, eram conhecedores do bem e do mal”.
[11] O inusitado é que uma leitura verdadeiramente atenta da passagem em questão não leva à conclusão de que Deus esteja se reportando aos anjos. Muito pelo contrário, o plural empregado meramente dá a ideia de uma pluralidade de pessoas. Deus não poderia estar falando com os anjos, visto que, se assim fosse, os anjos seriam co-criadores, e este não é o caso.


II – A CRENÇA DO CRISTIANISMO HISTÓRICO
A fé que foi entregue uma vez por todas aos santos (Judas 3) confessa a existência do único Deus, que subsiste em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso fica claro, por exemplo, no Credo de Atanásio, subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã, e no conhecido Credo de Nicéia (325 d.C.). O Credo de Atanásio diz o seguinte: "Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade". [12] Já a formulação credal de Nicéia diz o seguinte:


Cremos em um só Deus, Pai onipotente, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Luz, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não feito, de uma só substância com o Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra; o qual, por nós homens e para nossa salvação desceu, encarnou-se e se fez homem, e sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e novamente deve vir para julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo.
[13].
O Dr. Heber Carlos de Campos chama a nossa atenção para o fato de que “Nicéia afirmou a distintividade do Filho em relação ao Pai”. [14] Isso fica claro a partir da oração: “Deus de Luz, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”. A expressão em destaque indica que uma Pessoa é distinta da outra. Como o Dr. Heber coloca: “Ser um com o Pai sugere que ele e o Pai são pessoas distintas. Ele não era o Pai, mas um com ele”. [15] Tal entendimento é corroborado pela passagem de João 1.1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Além disso, como explicar a passagem que narra o batismo de Jesus: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.16,17). Não há como interpretar as duas passagens acima sem perceber a distinção entre as Pessoas da Divindade. Na primeira, o Verbo estava com Deus. Na segunda, as três Pessoas são apresentadas de maneira tão clara que, somente sendo enfatuado e obstinado é que alguém consegue negar a Trindade.
O que mais me incomoda, é a completa desconsideração para com as advertências das Sagradas Escrituras em relação às heresias. O apóstolo João, em sua segunda epístola, coloca as coisas de maneira muito clara: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus [...] Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (vv. 9-11). Impossível ser mais claro! Não podemos ter nenhum tipo de comunhão com aqueles que são apontados pela Palavra de Deus como falsos mestres, pois “assim é o enganador e o anticristo” (2 João 7).
O que se requer dos evangélicos brasileiros é que se arrependam do seu pecado! Que parem de consumir material produzido por aqueles que são inimigos declarados da cruz de Cristo. Os cantores acreditam naquilo que cantam, e cantam a partir daquilo que constitui a sua crença, a sua visão de mundo. No passado, homens deram suas vidas para defender a tradição apostólica, a doutrina apostólica. Seremos tão levianos ao ponto de desprezarmos suas lutas e darmos as mãos a pessoas que negam a Trindade e deturpam a Palavra de Deus para sua própria condenação?

Kyrie Eleison!

NOTAS:

[1] Paulo Romeiro. Evangélicos em Crise: decadência doutrinária na igreja brasileira. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. p. 16.
[2] Alister E. McGrath. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2005. p. 382.
[3] M. James Sawyer. Uma Introdução à Teologia: das questões preliminares, da vocação e do labor teológico. São Paulo: Vida, 2009. p. 624.
[4] Craig A. Blaising in Walter A. Elwell (Ed.). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Vol. 2. São Paulo: Vida Nova, 2009. p. 544
[5] Alister E. McGrath. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. p. 382.
[6] Epifânio de Salamis in H. Bettenson. Documentos da Igreja Cristã. Sâo Paulo: ASTE, 2001. p. 81,82.

[7] Louis Berkhof. A História das Doutrinas Cristãs. São Paulo: PES, 1992. p. 72.
[9] Suely Moysés Cufone, Deus é Um. Estudo disponível em http://www.vozdaverdade.com.br.

[10] Ibid.
[11] O QUE O MINISTÉRIO VOZ DA VERDADE PREGA E CRÊ. Disponível em http://www.vozdaverdade.com.br.

[12] O Credo de Atanásio, In: Paulo Anglada. Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998. pp. 180-182.
[13] Credo de Nicéia in H. Bettenson. Documentos da Igreja Cristã. p. 62.

[14] Heber Carlos de Campos. As Duas Naturezas do Redentor. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p. 157.


 
 
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I – A HERESIA MODALISTA E O VOZ DA VERDADE

         O Dr. Paulo Romeiro, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor do best-seller Super Crentes, falando sobre a dimensão da crise do discernimento, escreveu o seguinte em outro livro: “Um outro fato preocupante é a facilidade com que os adventistas do Sétimo Dia circulam pelos corredores evangélicos com seus conjuntos musicais como o Prisma, Prisminha, Arautos do Rei etc.”.
[1] É verdade que hoje o Voz da Verdade possui um “ministério” próprio. Não obstante, no início ele era ligado à seita herética fundada por Ellen G. White. E, mesmo tendo rompido com suas origens, o Voz da Verdade possui suas próprias heresias perniciosas, sendo que a pior é a negação veemente da doutrina da Trindade e a defesa de uma heresia antiga chamada de Modalismo. Este termo foi empregado pela primeira vez, pelo historiador alemão, Adolf von Harnack, “para descrever o elemento comum a um grupo de heresias relacionadas à Trindade, que eram associadas, ao final do século II, a Noetus e Praxeas e, no século III, a Sabélio”. [2] M. James Sawyer nos oferece uma síntese a respeito dessa heresia:
Modalismo (lat. modus, “forma, modo”). Originário do início do século III, o modalismo rejeitou a doutrina da Trindade e argumentou que o único Deus se revelou ao mundo em modos diferentes e sucessivos, mas que em cada uma dessas manifestações era o único Deus verdadeiro que se revelava. No AT, ele revelou-se como Pai, nos Evangelhos como Filho e depois da ressurreição como Espírito. Os pais da Igreja responderam, argumentando que se, Cristo era o Pai, é o Pai que sofre na cruz. (lat. patripassus, “o pai sofreu”). O modalismo é também conhecido como monarquianismo modalista, sabelianismo (segundo seu proponente, Sabélio) e patripassianismo. [3]
         Sabélio viveu em Roma, no início do século III. Ele ensinava “a existência de uma mônada divina (que chamava de Huiopatur), que, por um processo de expansão, se projetou sucessivamente na revelação como Pai, Filho e Espírito Santo. Como Pai, revelou-se como Criador e Legislador. Como Filho, revelou-se como Redentor. Como Espírito, como doador da graça”.[4] De forma elaborada, o esquema era o seguinte:
1. O Deus único é revelado como o criador do mundo e da lei. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Pai”.
            2. O mesmo Deus é, a seguir, revelado como salvador, na pessoa de Jesus Cristo. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Filho”.
         3. O mesmo Deus é, posteriormente, revelado como aquele que santifica e dá a vida eterna. De acordo com esse modo, Deus é conhecido como “o Espírito Santo”. [5]
        Epifânio, bispo de Salamis, por volta do ano 375 d.C., escreveu uma obra chamada Adversus Haer esis. Nessa obra ele diz o seguinte sobre Sabélio:
Recentemente obteve notoriedade um tal Sabélio, que deu seu nome aos sabelianos. Suas opiniões, salvo algumas exceções insignificantes, coincidem com as dos noecianos. Os sabelianos vivem, quase todos, na Mesopotâmia ou em Roma; foi loucura que os trouxessem para que permanecessem. Ensinam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só e mesma essência, três nomes apenas dados a uma só e mesma substância. Propõem uma analogia perfeita tomada do corpo, da alma e do espírito do homem. O corpo seria o Pai; a alma seria o Filho; enquanto o Espírito Santo seria para com a divindade o que o espírito é para o homem. Ou tome-se o sol: o sol é uma só substância, mas com tríplice manifestação: luz, calor e globo solar. O calor... é (análogo a) o Espírito; a luz, ao Filho; enquanto o Pai é representado pela verdadeira substância. Em certo momento, o Filho foi emitido como um raio de luz; cumpriu no mundo tudo que cabia à dispensação do Evangelho e à salvação dos homens e retirou-se para os céus, semelhantemente ao raio enviado pelo sol que é novamente incorporado a ele. O Espírito Santo é enviado mais sigilosamente ao mundo e, sucessivamente, aos indivíduos dignos de o receberem. [6]
        O propósito de Sabélio parecia louvável. Sua intenção, como afirma Louis Berkhof, era “manter a unidade de Deus, embora seu interesse primário pareça ter sido cristológico, a saber, a conservação da plena deidade de Cristo”. [7] Entretanto, nenhum propósito é verdadeiramente nobre quando lança mão de heresias e distorções do verdadeiro Evangelho.
        É exatamente essa a doutrina defendida pelo famigerado grupo Voz da Verdade. Deve-se salientar que, o grupo já defendeu sua heresia em rede nacional, através do seu programa de televisão, na Rede TV. Quantos evangélicos e membros de denominações históricas foram influenciados? Só Deus sabe! Tomem-se como exemplo algumas afirmações de estudos extraídos do site [8] do grupo. Em um estudo intitulado Deus é Um, Suely Moysés Cufone afirma o seguinte (a ortografia, bem como a pontuação é sofrível):
Em Is 45:18 Portanto assim diz o Senhor que criou os céus, o ÚNICO DEUS, que formou a Terra, que a fez e a estabeleceu; que não a fez para ser um caos mas para ser habitada:EU SOU O SENHOR E NÃO HÁ OUTRO. O Deus do Velho Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Deus se fez homem e habitou entre nós. Em apocalipse 1:8 e Ap 22:13 está escrito Jesus é o alfa e o ômega ou seja o princípio e o fim. Se Ele é o princípio e o fim significa que não existe outro. Comparando com o Velho Testamento em Is 44:6 Assim diz o Senhor ,Rei de Israel , seu redentor,o Senhor dos Exércitos : EU SOU O O PRIMEIRO E O ÚLTIMO E ALÉM DE MIM “NÃO HÁ DEUS”. O mesmo Deus que disse esta frase no Velho Testamento é o MESMO Deus do Novo Testamento, não é e nem pode ser outra pessoa distinta. JESUS falou: Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Não pode haver 2 pessoas distintas falando a mesma coisa. Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. [9]
        Mais à frente, a autora e uma das líderes do grupo, afirma de forma clara e inequívoca o seu modalismo:

Vou dar um exemplo simples sobre a água. Sua fórmula é H2O , se eu apresentar somente o hidrogênio na natureza , não obterei a água,assim se eu tiver apenas o oxigênio também não obterei a água. Para eu obter a água preciso de H2O e se eu separá-los deixo de obtê-la. Se eu dividir ou separar os componentes da água, não vou obter a água. Assim é Deus. Deus não se divide. Ele é ...por isso Ele usou a expressão...EU SOU... porque simplesmente Ele é o Todo-Poderoso e ponto final. Esta água é apresentada na natureza em 3 estados físicos: sólido, líquido e gasoso. É A MESMA ÁGUA (H2O)QUE PODE SE APRESENTAR DE VÁRIAS FORMAS. Como já disse se eu separar a fórmula da água deixo de obtê-la. Não posso chamar de água somente o hidrogênio e também não posso chamar de água somente o oxigênio. Se as partes distintas forem apresentadas isoladamente na natureza deixam de ser a água. Assim é Deus, não posso dividi-Lo. O nosso DEUS,é o MESMO DEUS ÚNICO , QUE SE MANIFESTA (ou se apresenta) DE VÁRIAS FORMAS: COMO PAI(CRIADOR) COMO FILHO( como REDENTOR) E Hoje como ESPÍRITO SANTO (como CONSOLADOR, nos guiando a Toda Verdade).Porque a Bíblia é clara ao falar do Criador: DEUS ÚNICO. [10]

       Para tentar contestar a doutrina da Trindade o pernicioso, nefasto e herético grupo Voz da Verdade lança mão de argumentos débeis e exegeticamente falaciosos. Por exemplo, contestando o plural Elohim e o uso da preposição min com um sufixo plural, corretamente traduzida por “de nós”, o grupo Voz da Verdade diz o seguinte: “Um estudo cuidadoso de Gênesis 3:22,23,24, onde aparece ‘nós’, revela que Deus está se dirigindo a querubins ou anjos eleitos, que juntamente como Ele, eram conhecedores do bem e do mal”.
[11] O inusitado é que uma leitura verdadeiramente atenta da passagem em questão não leva à conclusão de que Deus esteja se reportando aos anjos. Muito pelo contrário, o plural empregado meramente dá a ideia de uma pluralidade de pessoas. Deus não poderia estar falando com os anjos, visto que, se assim fosse, os anjos seriam co-criadores, e este não é o caso.



II – A CRENÇA DO CRISTIANISMO HISTÓRICO



A fé que foi entregue uma vez por todas aos santos (Judas 3) confessa a existência do único Deus, que subsiste em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso fica claro, por exemplo, no Credo de Atanásio, subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã, e no conhecido Credo de Nicéia (325 d.C.). O Credo de Atanásio diz o seguinte: "Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade". [12] Já a formulação credal de Nicéia diz o seguinte:
        Cremos em um só Deus, Pai onipotente, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Luz, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não feito, de uma só substância com o Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra; o qual, por nós homens e para nossa salvação desceu, encarnou-se e se fez homem, e sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e novamente deve vir para julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo.
[13].
O Dr. Heber Carlos de Campos chama a nossa atenção para o fato de que “Nicéia afirmou a distintividade do Filho em relação ao Pai”. [14] Isso fica claro a partir da oração: “Deus de Luz, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”. A expressão em destaque indica que uma Pessoa é distinta da outra. Como o Dr. Heber coloca: “Ser um com o Pai sugere que ele e o Pai são pessoas distintas. Ele não era o Pai, mas um com ele”. [15] Tal entendimento é corroborado pela passagem de João 1.1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Além disso, como explicar a passagem que narra o batismo de Jesus: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.16,17). Não há como interpretar as duas passagens acima sem perceber a distinção entre as Pessoas da Divindade. Na primeira, o Verbo estava com Deus. Na segunda, as três Pessoas são apresentadas de maneira tão clara que, somente sendo enfatuado e obstinado é que alguém consegue negar a Trindade.
         O que mais me incomoda, é a completa desconsideração para com as advertências das Sagradas Escrituras em relação às heresias. O apóstolo João, em sua segunda epístola, coloca as coisas de maneira muito clara: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus [...] Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (vv. 9-11). Impossível ser mais claro! Não podemos ter nenhum tipo de comunhão com aqueles que são apontados pela Palavra de Deus como falsos mestres, pois “assim é o enganador e o anticristo” (2 João 7).
O que se requer dos evangélicos brasileiros é que se arrependam do seu pecado! Que parem de consumir material produzido por aqueles que são inimigos declarados da cruz de Cristo. Os cantores acreditam naquilo que cantam, e cantam a partir daquilo que constitui a sua crença, a sua visão de mundo. No passado, homens deram suas vidas para defender a tradição apostólica, a doutrina apostólica. Seremos tão levianos ao ponto de desprezarmos suas lutas e darmos as mãos a pessoas que negam a Trindade e deturpam a Palavra de Deus para sua própria condenação?

Kyrie Eleison!


NOTAS:


[1] Paulo Romeiro. Evangélicos em Crise: decadência doutrinária na igreja brasileira. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. p. 16.
[2] Alister E. McGrath. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2005. p. 382.
[3] M. James Sawyer. Uma Introdução à Teologia: das questões preliminares, da vocação e do labor teológico. São Paulo: Vida, 2009. p. 624.
[4] Craig A. Blaising in Walter A. Elwell (Ed.). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Vol. 2. São Paulo: Vida Nova, 2009. p. 544
[5] Alister E. McGrath. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. p. 382.
[6] Epifânio de Salamis in H. Bettenson. Documentos da Igreja Cristã. Sâo Paulo: ASTE, 2001. p. 81,82.

[7] Louis Berkhof. A História das Doutrinas Cristãs. São Paulo: PES, 1992. p. 72.
[9] Suely Moysés Cufone, Deus é Um. Estudo disponível em http://www.vozdaverdade.com.br.

[10] Ibid.
[11] O QUE O MINISTÉRIO VOZ DA VERDADE PREGA E CRÊ. Disponível em http://www.vozdaverdade.com.br.

[12] O Credo de Atanásio, In: Paulo Anglada. Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998. pp. 180-182.
[13] Credo de Nicéia in H. Bettenson. Documentos da Igreja Cristã. p. 62.

[14] Heber Carlos de Campos. As Duas Naturezas do Redentor. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p. 157.


 
 
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Pela graça sois salvos, mediante a fé - A fé na obra consumada de Cristo

Efésios 2.8-9: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.



Introdução
Ef 2.1-10 descreve a trajetória de pessoas que estavam condenadas à morte, mas encontraram a vida eterna em Jesus.
Nossa situação sem Cristo: v.1-3. Corresponde a Rm 1.18-3.20. Estávamos mortos em nossos pecados e delitos; andávamos segundo o curso mundo (escravos de um sistema); andávamos segundo o príncipe da potestade do ar (escravos de Satanás); andávamos segundo nossa carne (escravos de nós mesmos); éramos por natureza filhos da ira.
A intervenção de Deus em nossa situação: v.4-10. “Mas Deus, que é rico em misericórdia” (v.4). Do sepulcro, fomos elevados aos lugares celestiais juntamente com Cristo. Deus manifestou sua “misericórdia”, seu “grande amor para conosco” (v.4), “a suprema riqueza de sua graça”, a “bondade para conosco” (v.7).
Então surge a declaração do v.8: “Pela graça sois salvos, mediante a fé”. Essa declaração pode mudar o rumo de sua vida.


Pela graça
      A graça é o favor imerecido. Isso obviamente contradiz o censo comum.
      Desde pequenos, aprendemos que, para alcançar nossos objetivos, precisamos fazer por merecer. Somos avaliados o tempo todo: pelos pais, pelo chefe, pelo pastor, pela professora... Por exemplo: uma criança merece o presente de natal se obedece ao papai e à mamãe.
      O problema é quando as categorias de mérito e demérito são aplicadas à salvação. Veja. A Bíblia diz que pecadores podem ir ao céu e que religiosos e bonzinhos podem ir ao inferno. Isso contraria o senso comum, que diz que pecadores merecem o inferno e que religiosos e bonzinhos merecem o    céu.  O censo comum constrói suas afirmações por critérios de méritos e deméritos fundamentados naquilo que o ser humano faz ou deixa de fazer. Mas a graça inverte esses critérios. Na graça, aquele que não merece, recebe imerecidamente o dom gratuito, sem fazer por merecer.
         Alguém diria que a graça é injusta. De modo algum. Veja Rm 3.21-26. Deus disse que o salário do pecado é a morte, e Ele mesmo pagou esse salário para nos salvar, através da morte de Jesus. Então, Aquele que oferece gratuitamente a salvação, já pagou o preço que Ele mesmo estipulara à salvação. Por isso, Deus é justo e justificador daquele que crê em Jesus.
         A morte de Jesus na cruz é a maior prova do amor de Deus para conosco. Mas a morte de Jesus também é a maior prova de sua justiça. Deus abomina o pecado. Pois na cruz manifesta-se o amor de Deus, mas também a sua ira. Na cruz há um brado de morte.
          Na verdade, Deus é mais rigoroso do que o senso comum. Porque, segundo as Escrituras, Deus não hesita em mandar para o inferno tanto o pecador quanto o moralista/religioso que não confiam na suficiência da obra de Cristo. Deus é rigoroso, porque exige um único e caro pagamento: a morte. Isso Jesus já resolveu por nós.
        Há ainda outro ponto, que também demonstra que Deus é mais rigoroso do que senso comum imagina. Porque o que Ele exige para alguém estar em Sua presença não é nada mais do que a perfeição. Essa perfeição, aliás, após a Queda da humanidade (Gn 3) só existe Nele mesmo. Então o Deus justo e justificador coloca sobre nós a perfeita justiça de Cristo, permitindo que tenhamos acesso a Ele. Essa é a justiça mencionada no livro de Romanos. De fato a justiça de Deus se revela no evangelho (Rm 1.17).
        Mas, por outro lado, ser salvo é mais fácil do que a gente imagina. Mas como? Deus exige a perfeição Dele mesmo para estarmos diante Dele. Então, o dom gratuito de Deus é fácil de receber? A Bíblia responde: basta crer! A graça só é compreendida pela fé. “Pela graça sois salvos, mediante a fé”.
 
Mediante a fé
   A incredulidade é o pecado capital. De acordo com o Evangelho de João, pecado é não crer em Jesus: Jo 16.8-9. Nesse sentido, pecado não somente significa transgredir a lei, mas também transgredir a graça.
 Mas, o que significa crer em Jesus? A salvação “não vem de vós; é dom de Deus”. A fé não é fundamento da nossa salvação. A graça de Deus o é. “Sois salvos pela graça”, diz o texto. O perigo então é tornar a fé como mérito para a salvação. Assim a salvação seria a recompensa da nossa fé.
    Veja, por exemplo, a frase: “Aceite Jesus”. A pergunta, “o que devo fazer para ser salvo?”, normalmente é seguida pela resposta “aceitar Jesus”. O problema, tanto da pergunta quanto da resposta, é a tendência de interpretar a salvação a ser conquista por algo que tenho de fazer, enquanto a fé em Jesus, de acordo com as Escrituras, implica muito mais num caráter passivo do que ativo. A Bíblia diz que os filhos de Deus são aqueles que recebem Jesus (Jo 1.12). Recebemos o dom gratuito, a obra consumada de Cristo, pela fé. A obra de Cristo já está pronta, consumada.
 Aqui cabe uma boa definição de Francis Shaeffer: a fé é mão vazia, é o instrumento pelo qual recebemos o dom gratuito de Deus. Crer é confiar plenamente na suficiência da obra consumada de Cristo.
       Então, Deus é mais bondoso do que a gente imagina. O senso comum diz: tudo o que tem muito valor, é difícil de ser conseguido. Afinal, as coisas boas não 'caem do céu'. Mas Deus olha para um ladrão arrependido, e diz: “Você está perdoado”. Por outro lado, como vimos, Deus é mais rigoroso do que a gente imagina. Ele olha para alguém que fez tudo certinho na vida, mas não creu em Jesus, e diz: “Você está condenado”. Veja Jo 3.16-18.
        No final, muitos dirão: “mas se fosse só isso, então eu teria feito!”. Então Deus responderá: “mas você não deveria ter feito; deveria ter crido.”
 Portanto, o simples ato de crer é mais difícil do que a tentativa de se salvar pelas obras. Pois crer significa despojar-se de si mesmo, dos seus méritos pessoais. Um dos nossos grandes problemas é que sempre queremos dar um jeitinho para tudo. Mas, ao que diz respeito à salvação, precisamos crer que Deus já resolveu tudo através da morte de Jesus.
       *O bote que virou no Niágara com dois tripulantes. A graça é a corda tênue que seguramos pela fé, à qual podemos nos agarrar, e que nos leva ao porto seguro da presença de Deus.
    “Pela graça sois salvos”. O verbo salvos, segundo John Stott, enfatiza as consequências permanentes de uma ação de Deus no passado, e pode ser traduzido da seguinte forma: “Sois pessoas que fostes salvas e que permaneceis salvas para sempre.” Alguém pode perguntar: como isso é possível? E a Bíblia responde: creia, simplesmente.
 
 Conclusão
        Um artista retratou o rosto de certo homem. O homem retrato disse: 'no futuro, quando olharem este quadro, as pessoas se lembrarão mais do artista do que de mim'. Assim, nós também somos feituras de Deus, criados em Cristo Jesus (Ef 2.10). Não receberemos um troféu. Nós somos o troféu. Somos a pintura da graça de Deus. Somos amostras daquilo que Deus pode fazer com alguém que simplesmente crê.
        Aquela voz que disse “Lázaro, sai para fora” ecoou em nossos ouvidos. E saímos do sepulcro mortal para vivermos nos lugares celestiais juntamente com Cristo. Mas, para isso aconteça em sua vida, a única pergunta que o Senhor faz é: ‘você crê que eu posso tirar você do túmulo?’.
 
Pr Luciano R. Peterlevitz
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sábado, 12 de janeiro de 2013

ESCATOLOGIA


Escatologia

A ESCATOLOGIA BÍBLICA

Etimologia da Palavra

O termo Escatologia tem origem em duas palavras gregas (éschatos = últimos e logos= estudo).

Portanto, teologicamente a tradução da palavra ‘escato’ seria algo como:

“O Estudo das Últimas Coisas”
“O Estudo dos Últimos Acontecimentos”
E Bíblica porque sÃo acontecimentos preditos na Bíblia Sagrada.


Premissas

1) Houve um inicio e haverá um fim do atual sistema mundial.
2) Desfecho da evangelização mundial.
3) A justiça divina deve ser implantada.
4) O Mil&Enio de paz será estabelecido.
5) É necessário iniciar-se o tempo eterno.
6) A morte e o mal serão destruídos.
7) O bem triunfará.
8) O envelhecimento (deterioração das células) do ser humano cessará.
9) O Reino eterno de Jesus será estabelecido.
10) O pecado e suas conseqüências terão fim.

Esboço Simplificado

A Escatologia pode ser dividida em seis grandes blocos:

1) O Arrebatamento da Igreja de Cristo.
2) A Grande Tribulação (70ª semana do profeta Daniel)
3) A segunda vinda de Cristo
4) A ressurreição dos mortos
5) O juízo final
6) A criação dos novos céus e da nova terra

Principais Sinais do Tempo do Fim

1) A formação do Estado de Israel em 1948 (Ezequiel 37)
2) Aumento das viagens e progresso da ciência (Daniel 12:4)
3) O sinal do engano (Mateus 24)
4) Guerras e rumores de guerras, epidemias e terremotos (Mateus 24)
5) A grande apostasia (1ª Timóteo 4:1-4)
6) O florescimento do deserto (Isaias 35, 41 e 43)
7) Ataque da Rússia e seus aliados a Israel (Ezequiel 38 e 39)
8) A reconstrução do templo judeu em Jerusalém (Mateus 24 e Daniel 11)


“Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro”. Mateus 25: 6

(Esposo: Cristo – Esposa: Igreja)


“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. 1ª Tessalonicenses 4:16,17 
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A ESCATOLOGIA BÍBLICA



O termo Escatologia tem origem em duas palavras gregas (éschatos = últimos e logos= estudo). 

Portanto, teologicamente a tradução da palavra ‘escato’ seria algo como:

“O Estudo das Últimas Coisas”
“O Estudo dos Últimos Acontecimentos”
E Bíblica porque sÃo acontecimentos preditos na Bíblia Sagrada.


Premissas

1) Houve um inicio e haverá um fim do atual sistema mundial.
2) Desfecho da evangelização mundial.
3) A justiça divina deve ser implantada.
4) O Mil&Enio de paz será estabelecido.
5) É necessário iniciar-se o tempo eterno.
6) A morte e o mal serão destruídos.
7) O bem triunfará.
8) O envelhecimento (deterioração das células) do ser humano cessará.
9) O Reino eterno de Jesus será estabelecido.
10) O pecado e suas conseqüências terão fim.

Esboço Simplificado

A Escatologia pode ser dividida em seis grandes blocos:

1) O Arrebatamento da Igreja de Cristo.
2) A Grande Tribulação (70ª semana do profeta Daniel)
3) A segunda vinda de Cristo
4) A ressurreição dos mortos
5) O juízo final
6) A criação dos novos céus e da nova terra

Principais Sinais do Tempo do Fim

1) A formação do Estado de Israel em 1948 (Ezequiel 37)
2) Aumento das viagens e progresso da ciência (Daniel 12:4)
3) O sinal do engano (Mateus 24)
4) Guerras e rumores de guerras, epidemias e terremotos (Mateus 24)
5) A grande apostasia (1ª Timóteo 4:1-4)
6) O florescimento do deserto (Isaias 35, 41 e 43)
7) Ataque da Rússia e seus aliados a Israel (Ezequiel 38 e 39)
8) A reconstrução do templo judeu em Jerusalém (Mateus 24 e Daniel 11)


“Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro”. Mateus 25: 6

(Esposo: Cristo – Esposa: Igreja)


“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. 1ª Tessalonicenses 4:16,17 
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AS TEOFANIAS E A ENCARNAÇÃO DO VERBO


1. Definição do Termo Teofania




O termo Teofania vem da língua grega, composto por dois vocábulos, Theós, "Deus" e phaneroô, "aparecer". Isto é, Teofania é o termo utilizado para descrever alguma manifestação visível de Deus, na forma que Ele quiser. Alguns eruditos, definem Teofania como uma manifestação de Deus aparecendo, seja em forma humana, seja através de fenômenos da natureza gran¬diosos e impressionantes. 
Em sua essência, Teofania é um termo teológico que serve para indicar qualquer manifestação temporária e normalmente visível de Deus. Por conseguinte, é preciso se distinguir de forma enfática que há uma grande diferença entre a Teofania (que é uma manifestação temporária) e a Encarnação (que é uma manifestação permanente).
A importância primordial desse estudo das Teofanias, é podermos demonstrar que através de revelações temporárias de Deus temos a revelação da possibilidade de uma revelação permanente dEle. Deus, ao revelar-Se temporariamente através de Teofanias, demonstrava por esse fato, que na plenitude da dispensação dos tempos (Gl 4:4), Ele se tornaria "carne", (Jo 1:14) isto é, Se encarnaria - desta vez permanentemente - em Jesus Cristo.

2. Ocorrências de Teofanias
Quase todos os casos de Teofania são encontrados nos tempos do AT, embora haja registros delas também no NT.
No relato do livro de Gênesis, encontramos a mais abundante fonte de Teofanias da Bíblia. Isto se deve, principalmente, a dois fatores:
1) o livro de Gênesis é o livro bíblico que cobre o maior espaço de tempo;
2) ainda não havia uma revelação escrita para a humanidade, o que veio a acontecer somente durante o últi¬mo estágio da vida de Moisés.
Também nos relatos decisivos do livro de Êxodo, encontramos casos de Teofanias, bem como no livro de Juízes, tornando-se mais raras no restante do AT.
Em relação às Teofanias no NT, a título de exemplo, podemos citar a voz celeste e a pomba que apareceram por ocasião do Batismo de Jesus (Mt 3:16,17), a voz ouvida durante o episódio da Transfiguração (Mt 17:5), bem como no episódio da semana da paixão (Jo 12:28), a visível inauguração do ministério do Espírito Santo (At 2:2,3), como também as visões de Estêvão (At 7:55,56) e de Paulo (At 9:3ss).

3. Formas de Teofania
A Bíblia nunca enfatiza a maneira da manifestação divina, sob a forma de Teofania. O que é enfatizado nos relatos bíblicos de Teofania, é aquilo que Deus fez e falou. Em quase todos os casos de Teofania, o seu objetivo é sempre dar uma mensagem, ao passo que a forma externa apenas serve para chamar a atenção. Um exemplo claro disto, é episódio da sarça ardente (Êx 3:2-6) e na entrega da Lei, com todas as manifes¬tações físicas que lhe acompanharam (Êx 19:18,19; 20:18). A Bíblia enfatiza que o que é físico é apenas secundário, sendo que Dt 4:12 demonstra isto, enfatizando que "... além da voz, não vistes semelhança nenhuma”.

4. O Anjo do Senhor
Outro ensino veterotestamentário de grande importância, que por sua vez está estritamente relacionado com as Teofanias são as aparições do Anjo do Senhor. Optamos por estudar, separa¬damente, este assunto, em virtude de sua importância crucial, uma vez que as aparições do Anjo do Senhor se constituem em Teofanias, mas especificamente Teofanias onde as aparições de Deus se davam em forma humana.
A expressão "Anjo do Senhor" ou sua variante "Anjo de Deus", se encontram mais de cinqüenta vezes no AT. Portanto, é necessário algumas considerações acerca desse personagem, que se reveste de grande importância quando tratamos da possibilidade da Encarnação.
A primeira aparição bíblica do "Anjo do Senhor" foi no episódio de Agar, no deserto (Gn 16:7). Outros acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22:11,15), Jacó (Gn 31:11-13), Moisés (Êx 3:2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14:19) e posteriormente em Boquim (Jz 2:1,4), Balaão (Nm 22:22-36), Gideão (Jz 6:11), Davi (1Cr 21:16), entre outros.
A Bíblia nos informa que o Anjo do Senhor realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, Suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens do Senhor Deus, como, por exemplo, em Gn 22:15-18; 31:11-13. Em outras aparições, Ele fora enviado para suprir necessidades (1Rs 19:5-7) ou para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14:19; Dn 6:22).
Com relação à identidade do Anjo do Senhor, os eruditos não são e nunca foram unânimes. Entretanto, não há porque duvidar da antiqüíssima interpretação cristã de que, nesses casos acima citados, encontramos manifestações preencarnadas da Segunda Pessoa da Trindade.
Desejamos, portanto, apresentar a seguir três argumentos bíblicos que comprovam, indubitavelmente, que o Anjo do Se¬nhor é Jesus Cristo antes de encarnado.

1) Josué 5:14 - Quando o Anjo do Senhor apareceu a Josué, diz a Palavra do Senhor que ele "... se prostrou sobre o seu rosto na terra, e O adorou, e disse-lhE: Que diz meu Senhor ao seu servo?". Se o Anjo do Senhor não fosse o próprio Senhor (ou melhor, o Senhor Jesus como Segunda Pessoa da Trindade), o anjo (caso fosse simplesmente "um anjo") teria proibido a Josué de adorá-lo, como ocorreu em Ap 19:10 e Ap 22:8,9.

2) Jz 13:18 - Embora concordemos com o fato de que existem controvérsias a respeito desta passagem, reputamos a mesma como factual e elucidativa. Quando Manoá, pergunta ao Anjo do Senhor, o Seu Nome, Ele responde: "... porque perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso?" Uma comparação desta resposta com a passagem de Is 9:6, demonstra que o Anjo do Senhor que apareceu a Manoá é o Menino que nos fora dado de Isaías. Isto é, o Anjo do Senhor, cujo Nome é Maravilhoso (hwhy YHWH), é o próprio Senhor, e ao mesmo tempo o Menino que nos fora dado.

3) A terceira prova escriturística que queremos apresentar, é que no contexto neotestamentário, a Bíblia deixa de utilizar-se do termo "o Anjo do Senhor" como pessoa específica. Isto é demonstrado pelo fato de que o artigo definido masculino singular "o" deixa de ser utilizado, sendo substituído pelo artigo indefinido "um". Alguns exemplos disto são os textos de Lc 1:11; At 12:7 e At 12:23, dentre muitos outros. Infelizmente, nem todos as ocorrências de Anjo do Senhor no NT, na versão ARC, se encontram com o artigo indefinido "um", o que ocorre na versão ARA nos textos citados e em outros correlatos. Esta substituição possui um grande significado. Isto é, no contexto do NT, contemporâneo ou posterior à Encarnação, as manifestações angelicais não eram do Anjo do Senhor, mas meramente de um de Seus anjos, pois o "Anjo do Senhor" já havia sido manifestado na carne (1Tm 3:16).

A Ele, glória na Igreja e por todos os séculos!!! 
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A TRIUNIDADE EM DEUS


Ao estudar este assunto, lembre-se de que a palavra “Trindade” não é usada nas Escrituras. Este é um termo usado em uma tentativa de descrever o Deus triúno, e o fato de haver 3 pessoas co-existentes e co-eternas perfazendo um só Deus. Compreenda que DE JEITO ALGUM se sugere aqui que haja 3 Deuses. A Trindade é 1 Deus feito de 3 pessoas. Não há nada errado em usar o termo “Trindade”, mesmo que esta palavra não se encontre na Bíblia. É mais prático dizer a palavra “Trindade” do que dizer “3 pessoas co-existentes e co-eternas perfazendo um só Deus”. Se isto for problema para você, considere isto: a palavra avô também não é usada na Bíblia. Mesmo assim, sabemos que havia avôs na Bíblia. Abraão foi avô de Jacó. Então, não fique obcecado com termo “Trindade”. O que realmente importa é que o conceito REPRESENTADO pela palavra “Trindade” existe nas Escrituras. Terminada esta introdução, mostraremos versículos bíblicos na discussão sobre a Trindade.
1) Há um só Deus: Deuteronômio 6:4; I Coríntios 8:4; Gálatas 3:20; I Timóteo 2:5.
2) A Trindade consiste de três Pessoas: Gênesis 1:1; 1:26; 3:22; 11:7; Isaías 6:8; 48:16; 61:1; Mateus 3:16-17; 28:19; II Coríntios 13:14. Nas passagens do Velho Testamento, algum conhecimento de hebraico é de grande ajuda. Em Gênesis 1:1, é usado o substantivo plural “Elohim”. Em Gênesis 1:26; 3:22; 11:7 e Isaías 6:8, o pronome plural equivalente a “nós” é usado. “Elohim” e “nós” se referem a mais de duas pessoas, NÃO há dúvidas. Em português, temos apenas duas variações quanto ao número, singular e plural. Em hebraico, temos três formas: singular, dual e plural. Dual é para dois, APENAS. Em hebraico, a forma dual é usada para coisas que vêm em pares, como olhos, orelhas e mãos. A palavra “Elohim” e o pronome “nós” são formas de plural – definitivamente mais de dois, e devem estar se referindo a três ou mais (Pai, Filho, Espírito Santo).
Em Isaías 48:16 e 61:1, o Filho está falando enquanto faz referência ao Pai e ao Espírito Santo. Compare Isaías 61:1 com Lucas 4:14-19 para ver que é o Filho falando. Mateus 3:16-17 descreve o acontecimento do batismo de Jesus. Nele se vê o Deus Espírito Santo descendo sobre o Deus Filho enquanto o Deus Pai proclama Seu prazer no Filho. Mateus 28:19 e II Coríntios 13:14 são exemplos de 3 pessoas distintas na Trindade.
3) Os membros da Trindade são distintos uns dos outros em várias passagens: No Velho Testamento, “SENHOR” é diferenciado de “Senhor” (Gênesis 19:24; Oséias 1:4). O “SENHOR” tem um “Filho” (Salmos 2:7, 12; Provérbios 30:2-4). Espírito é distinto de “SENHOR” (Números 27:18) e de “Deus” (Salmos 51:10-12). Deus o Filho é diferenciado de Deus o Pai (Salmos 45:6-7; Hebreus 1:8-9). No Novo Testamento, João 14:16-17 é onde Jesus fala ao Pai sobre enviar um Ajudador, o Espírito Santo. Isto demonstra que Jesus não considerava a Si mesmo como sendo o Pai ou o Espírito Santo. Considere também todas as outras vezes, nos Evangelhos, onde Jesus fala ao Pai. Estava Ele falando consigo mesmo? Não. Ele falava com uma outra pessoa na Trindade, o Pai.
4) Cada membro da Trindade é Deus: O Pai é Deus: João 6:27; Romanos 1:7; I Pedro 1:2. O Filho é Deus: João 1:1, 14; Romanos 9:5, Colossenses 2:9; Hebreus 1:8; I João 5:20. O Espírito Santo é Deus: Atos 5:3-4; I Coríntios 3:16 (Aquele que habita é o Espírito Santo: Romanos 8:9; João 14:16-17; Atos 2:1-4).
5) A subordinação dentro da Trindade: As Escrituras mostram que o Espírito Santo é subordinado ao Pai e ao Filho, e o Filho é subordinado ao Pai. Esta é uma relação interna, e não nega a divindade de nenhuma das pessoas da Trindade. Esta é simplesmente uma área que nossas mentes finitas não conseguem compreender, em vista do Deus infinito. Em relação ao Filho, veja: Lucas 22:42; João 5:36; João 20:21; I João 4:14. Em relação ao Espírito Santo veja: João 14:16; 14:26; 15:26;16:7 e principalmente João 16:13-14.
6) As tarefas dos membros individuais da Trindade: O Pai é a fonte máxima ou causa de: 1) o universo (I Coríntios 8:6; Apocalipse 4:11); 2) revelação divina (Apocalipse 1:1); 3) salvação (João 3:16-17); e 4) as obras humanas de Jesus (João 5:17;14:10). O Pai PRINCIPIA todas estas coisas.
O Filho é o agente através do qual o Pai faz as seguintes obras: 1) A criação e manutenção do universo (I Coríntios 8:6; João 1:3; Colossenses 1:16-17); 2) divina revelação (João 1:1; Mateus 11:27; João 16:12-15; Apocalipse 1:1); e 3) salvação (II Coríntios 5:19; Mateus 1:21; João 4:42). O Pai faz todas estas coisas através do Filho, que funciona como Seu agente.
O Espírito Santo é o meio pelo qual o Pai faz as seguintes obras: 1) criação e manutenção do universo (Gênesis 1:2; Jó 26:13; Salmos 104:30); 2) divina revelação (João 16:12-15; Efésios 3:5; II Pedro 1:21); 3) salvação (João 3:6; Tito 3:5; I Pedro 1:2); e 4) feitos de Jesus (Isaías 61:1; Atos 10:38). Então faz assim o Pai todas estas coisas pelo poder do Espírito Santo.
Nenhuma das ilustrações populares são descrições completamente apuradas da Trindade. O ovo (ou maçã) falha porque a casca, a clara e a gema são partes do ovo, e não são o ovo, cada qual separadamente. O Pai, Filho e Espírito Santo não são partes de Deus, cada um Deles é Deus. A ilustração da água é de alguma forma melhor, mas ainda falha em adequadamente descrever a Trindade. Líquido, vapor e gelo são estados da água. O Pai, Filho e Espírito Santo não são formas ou estados de Deus, mas cada qual separadamente é Deus. Então, enquanto estas ilustrações podem nos dar uma idéia da Trindade, esta não se faz totalmente precisa. Um Deus infinito não poderá ser totalmente descrito por uma ilustração finita. Em vez de focalizar na Trindade, tente focalizar na grandeza de Deus e Sua natureza infinitamente maior que a nossa. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?” (Romanos 11:33-34).
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A MENSAGEM DA CRUZ


Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” 1 Coríntios 1: 19
A mensagem da cruz é a palavra mais poderosa que qualquer pastor pode pregar, pois esta é mensagens que trás salvação. Porém Paulo lembrou muito bem ao afirmar que essa mensagem é loucura para os que não creem, pois como é possível alguém que morreu de forma humilhante na cruz, ter o poder de salvar a humanidade? Como pode o o maior símbolo de maldição, hoje se o maior símbolo da libertação? Os pensamentos do nosso Deus são muito mais além do nosso, a sabedoria de Deus é muito mais além da nossa, Deus usou as coisa loucas para confundir as sábias.

Sabe o que mais me deixa impressionado com a mensagem da cruz? É que em todo o Antigo Testamento ela já vem sendo pregado de forma simbólica, e o profeta Isaias, profetizou a respeito da agonia do Salvador (Isaias 53), ou seja, já estava tudo profetizado a respeito de Jesus, porém o mais impressionante é que Jesus foi rejeitado e crucificados pelos religiosos da época, aqueles que mais “conheciam” as escrituras. Como pode os “teólogos” da época que conhecia as profecias, não reconhecerem que Jesus era o Messias? Consideravam-se tão sábios, que foram confundidos com sua própria sabedoria, não conseguiram identificar a maior profecia que já vinha sendo feita desde Gêneses, não tinha discernimento espiritual, e muito menos um coração quebrantado, se achavam os mais sábios. Se você olhar os quatro evangelhos a maioria das pessoas que receberam Jesus, eram pessoas humildes sem muito conhecimento, mas que entenderam a loucura da pregação. “os judeus ficam buscando sinais, e os gregos tentam entender de forma lógica, mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:22-23),
E nós? Quantas vezes não reconhecemos a Deus por não entendermos suas ações, queremos ficar pedindo sinais, e tentar entender de forma lógica. O sacrifício de Jesus na Cruz não tem lógica, pois não existe lógica humana para alguém deixar seu trono para morrer por um povo que ainda era pecador. Isso é loucura, e é através desta loucura que Deus decidiu salvar o mundo. E realmente poucas pessoas entendem a mensagem da cruz, poucos entendem o porquê do sacrifício de Jesus, poucos entendem que essa loucura foi feita, para que nós não precisássemos ser crucificados naquela cruz. Queremos muitas vezes nos passar por sábio e aí somos confundidos por Deus em nossa própria sabedoria.
Que possamos passar adiante dia pós dia essa loucura, não importando o irão achar disso, o fato é que Jesus morreu numa cruz de forma humilhante sim, mas ao terceiro dia ele ressuscitou, e hoje está sobre um trono de glória, e todos quanto aceitarem tem a vida eterna. Então se você é sábio ainda convido ser louco e receber Jesus Cristo como salvador.

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IGREJA DE DEUS

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